Escolas privadas entram na Justiça por aulas presenciais em setembro

Sindicato questiona prefeitura também pelos critérios do Plano SP, que permite a volta às atividades presenciais em cidades na fase amarela há 28 dias

O SIEEESP (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo), que representa escolas particulares, entrou com uma ação judicial para garantir a retomada das aulas presenciais na cidade de São Paulo a partir de 8 de setembro.

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A decisão de ir à Justiça foi tomada depois que o prefeito Bruno Covas anunciou o adiamento das atividades, levando em conta o resultado do inquérito sorológico para detectar a infeccção da covid-19 entre crianças da capital.

Escolas privadas foram à Justiça por volta às aulas

Escolas privadas foram à Justiça por volta às aulas

Pixabay

O relatório, divulgado na terça-feira (18), apontou que 64% dos estudantes entre 4 e 14 anos da rede municipal infectados pela covid-19 são assintomáticos. Logo, a volta às aulas poderia agravar a pandemia do novo coronavírus na cidade, já que as crianças são vetores assintomáticos. 

O retorno em 8 de setembro seria voltado ao acolhimento, recuperação e reforço do ensino para os alunos. A retomada pode ocorrer em 7 de outubro, data que ainda é avaliada pela prefeitura e pelo governo estadual.

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Ao comentar o estudo, o presidente do SIEEESP, Benjamin Ribeiro da Silva, admitiu que não há "100% de garantia" de que não haverá contágio em escolas e defendeu a reabertura opcional como a melhor alternativa. "Hoje várias famílias precisam voltar trabalhar, deixam os filhos com tomadores de conta e mães crecheiras", disse.  

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O sindicato questiona a prefeitura também pelos critérios do Plano São Paulo, do governo Doria, que permite a volta às atividades presenciais de reforços em cidades que estão na fase amarela há 28 dias. Representantes da categoria asseguram que a reabertura será feita de forma opcional e escalonada, e terá protocolos específicos para garantir a segurança dos alunos.