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Estudante de direito denuncia policiais militares por agressão e tortura em Guarulhos

Mulher da vítima também teria sido espancada. Ela tem hematomas e segue internada

São Paulo|Giorgia Cavicchioli, do R7, e Julia Rezende, da Record TV

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Imagens mostram hematomas na perna da mulher que teria sido agredida. Ela segue internada em hospital
Imagens mostram hematomas na perna da mulher que teria sido agredida. Ela segue internada em hospital

Policiais militares teriam agredido uma família inteira no último sábado (11) no Jardim Albertina, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. O estudante de direito e pedreiro Kérid Francisco de Souza, de 51 anos, denunciou os agentes.

Souza explicou que ele e alguns familiares conversavam em frente de casa de noite e que uma viatura da polícia passou em alta velocidade pelo local.


— [Os policiais] bateram forte a viatura numa lombada. Meu irmão pediu para eles irem mais devagar porque já tinham causado um acidente. Um dos soldados que se encontrava no banco do motorista falou um palavrão para o meu irmão.

Depois de passarem com a viatura pelo local, os policiais teriam voltado cerca de 1 hora depois e perguntado ao irmão da vítima se ele era guarda de trânsito. O homem disse que não, mas que queria apenas avisar para terem mais cuidado. Nesse momento as agressões teriam começado.


— O policial saiu agredindo meu irmão. Virei de costas e fui pedir para ele parar. Quando eu virei, tomei uma pancada na nuca e eu cai.

Foi aí que começou toda a confusão, com gritaria e agressões físicas. A mulher do estudante ouviu os barulhos na rua e saiu de dentro de casa para ver o que estava acontecendo. Chegando lá, segundo o marido, ela também foi vítima das pancadas.


— Foi quando eles jogaram ela no chão. Ela tem cabelo comprido e eles puxaram pelo cabelo. Deram pontapés contra ela e ela está muito mal no hospital desde domingo. Ela está com vários hematomas pelo corpo e a tomografia mostrou que ela tinha uma lesão renal.

Depois das agressões, o homem diz que o grupo foi levado para o 44º Batalhão da Polícia Militar, localizado no bairro dos Pimentas. Na unidade, uma policial militar levou a mulher de Souza para um banheiro.


— Ela fez a minha esposa ficar pelada e ameaçou a violar com um cabo de vassoura. Houve tortura.

Nesta terça-feira (14), o homem foi até a Delegacia da Mulher de Guarulhos, onde registrou um boletim de ocorrência. Em seguida, conversou com a delegada da Corregedoria da Polícia Civil de Guarulhos, que também está sabendo da situação.

— Eu não sou bandido, eu não tenho anda a temer. Não vou ficar sofrendo ameaça de pessoas desestruturadas e desequilibradas. A polícia está aí para nos proteger.

Por meio de nota, a SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública) disse que “o 4º Distrito Policial de Guarulhos instaurou inquérito para apurar a denúncia de abuso de autoridade contra os policiais envolvidos na ocorrência”.

De acordo com a pasta, “foram requisitados exames de corpo de delito para a família e a polícia realiza diligências para encontrar testemunhas, que possam auxiliar na investigação”.

Além disso, a nota traz a versão dos policiais militares que trabalham na região. Eles “registraram um boletim de ocorrência no qual relataram que tiveram a viatura cercada no momento em que patrulhavam a área. Eles relataram que foram ameaçados por moradores locais, solicitaram apoio, que dispersou o tumulto”.

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