Ex-judoca, remadora da seleção brasileira é espancada ao reagir a assalto na USP
Ela foi atacada por homens em uma moto quando chegava à universidade para campeonato
São Paulo|Do R7

A remadora da seleção brasileira Bianca Miarka, de 31 anos, foi espancada durante um assalto perto da raia olímpica da USP (Universidade de São Paulo), na zona oeste de São Paulo, na manhã do último domingo (28). A atleta é ex-judoca e lutou com os ladrões.
Bianca mora no Rio de Janeiro e estava em São Paulo para disputar o campeonato brasileiro de remo. O crime aconteceu quando ela chegava à universidade a competição. No Facebook, ela contou que que sofreu diversos hematomas e machucados pelo corpo.
— Não pude competir na final do brasileiro em razão dessas lesões. Na mochila que os bandidos levaram, tinham coisas sem elevado valor financeiro, entretanto, lá também estavam bens mais preciosos — a dignidade, a autoestima e o respeito.
Na rede social, ela começou uma campanha para melhorar a segurança na universidade.
— Até quando precisaremos de um mártir social para melhorar a segurança e o policiamento nas regiões ao redor da USP e na própria Cidade Universitária? Quantos corpos terão que ser encontrados? Eu tive sorte de ter praticado 25 anos de esportes de combates o que serviu para minha auto-defesa para desarmar o bandido e mesmo assim estou com diversas lesões.
Em seu blog, Bianca Miarka contou detalhes do crime. Ela disse que, no domingo, pegou um ônibus que normalmente transporta os estudantes e funcionários do metro Butantã até a Cidade Universitária. Como os portões estavam fechados, o motorista deixou os passageiros na frente do protão 3, na avenida Corifeu de Azevedo Marques.
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A atleta foi abordada por dois jovens em uma moto. Eles apontaram uma arma e exigiram a mochila da remadora. Ela ainda tentou conversar com os criminosos e pediu para pegar um documento para apresentar na competição.
— O assaltante negou e apresentava sinais de alteração psicológica. Nesse instante, percebi que minha vida poderia estar em jogo e rapidamente retirei a arma do bandido. Em legítima defesa, entrei em luta corporal com esse assaltante que gritava por ajuda para o comparsa que dirigia a moto. Infelizmente, esse segundo infrator saiu da moto e me atacou na cabeça com o próprio capacete. Na tentativa de evitar ser mais lesionada, virei para defender-me, mas o capacete acertou o meio de minha testa e cai no chão. Os infratores continuavam batendo em mim, mesmo após pegar os meus pertences e acredito que só tenham fugido após verem os sangramentos no rosto e na cabeça.
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Morte na USP
O estudante Victor Hugo Santos desapareceu durante uma festa dentro da universidade no dia 20 de setembro. Três dias depois, o corpo dele foi encontrado boiando na raia olímpica da USP. O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) informou que o corpo tinha pequenas lesões na boca e no olho direito. Os policiais investigam se a morte foi criminosa ou acidental.
Pais do estudante morto na USP oferecem recompensa por informações do caso:













