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Ex-PM e PM acusados de chacina na sede da Pavilhão Nove vão a júri

Crime que aconteceu em abril de 2015 deixou oito pessoas mortas na sede da torcida organizada do Corinthians, na zona oeste de São Paulo

São Paulo|Kaique Dalapola, do R7

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O ex-policial militar Rodney Dias dos Santos e o soldado da PM Walter Pereira da Silva Júnior devem ser julgados pelo tribunal do júri no dia 23 de janeiro do ano que vem. Os dois são acusados de terem cometido uma chacina, que terminou com oito mortos, na sede da torcida organizada corintiana Pavilhão Nove.

A juíza Giovanna Christina Colares, da 5ª Vara do Júri de São Paulo, intimou dez testemunhas para prestar depoimento perante os jurados, sendo eles: cinco de acusação, três de defesa (que são protegidas), além de outras duas pessoas que foram indicadas pela defesa e acusação.


De acordo com o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), no dia 18 de abril de 2015, Rodney e Walter, acompanhados de um outro homem que ainda não foi identificado, foram até a sede da Pavilhão Nove, na Ponte dos Remédios (zona oeste de São Paulo), e renderam todos que estavam no local. A sede recebia mais pessoas do que o habitual porque horas antes havia tido um campeonato de futebol entre integrantes da torcida.

Quando os suspeitos chegaram no local, tentaram render todos os presentes. No entanto, alguns tocedores teriam conseguido fugir. Oito continuaram dentro da sede. Eles tiveram que deitar no chão e colocar as mãos na cabeça. O trio, então, teria matado todos.


Segundo as investigações, o crime aconteceu porque o ex-policial militar teria um desafeto com a vítima Fábio Neves Domingos, conhecido como Dumemo, por causa de uma suposta disputa pelo tráfico de drogas na região do Ceasa (zona oeste de São Paulo) e pela liderança da Pavilhão Nove. Os outros sete teriam sido mortos para não deixar testemunhas do crime.

Veja também: Imagens ajudam a polícia na investigação da chacina do Pavilhão Nove


Em 5 de maio de 2015, Rodney e Walter tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça de São Paulo. A prisão foi convertida em preventiva um mês depois, em 3 de junho. No dia 4 de dezembro do mesmo ano, no entanto, Walter teve a prisão revogada e substituída por medidas cautelares.

O MP-SP concordou com o pedido da defesa de revogar da prisão do policial militar, porque nenhuma testemunha reconheceu Walter como sendo um dos integrantes do grupo que atirou nos oito integrantes da Pavilhão Nove, além de não ter nenhuma evidência que os dois acusados tinham relação de amizade. Os membros da torcida corintiana ouvidos no processo disseram não conhecer o PM.


Rodney também nega qualquer envolvimento no crime. De acordo com o ex-policial militar, no dia e horário do crime ele estava em sua casa. O ex-PM afirma que “não deveria estar colocado com réu, e sim como mais uma vítima, uma vítima do nosso país que é preconceituoso”.

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