Logo R7.com
RecordPlus

Expectativa de vida de Marcelo Pesseghini era de mais de 40 anos, diz médica

Médica disse à polícia nunca ter falado à família ou ao garoto sobre o tempo de vida dele

São Paulo|Lumi Zúnica, especial para R7

  • Google News
Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini
Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini Reprodução/Facebook

A médica Neiva Damasceno, responsável pelo tratamento de Marcelo Pesseghini, de 13 anos, — suspeito de ter matado os pais, a avó e a tia avó — negou que tenha informado ao menino ou aos pais sobre a expectativa de vida do garoto, informaram fontes policiais. Ela acrescentou ainda que quando iniciou o tratamento de Marcelo, a expectativa de vida já era de 20 anos para qualquer paciente portador de fibrose cística. Hoje, segundo ela, a expectativa é de 40 anos, e se Marcelo chegasse a essa idade, possivelmente a expectativa já seria bem maior.

De acordo com a mesma fonte, Marcelo Pesseghini tratava da doença com os seguintes medicamentos: Creon e Pulmozyme, que não poderiam ter provocado alterações de conduta, conforme já havia sido informado pela médica Neiva Damasceno.


O remédio Creon funciona à base de pancreatina e é utilizado para repor enzimas do pâncreas e melhorar a digestão de pacientes que sofrem fibrose cística entre outras doenças. O segundo medicamento, Pulmozyme, combate infecções do trato respiratório. Nenhum dos dois possui histórico de reações psíquicas como depressão, surtos psicóticos ou alterações de conduta que possam ter influenciado no comportamento de Marcelo.

A hipótese de que Marcelo tivesse sido tratado com remédios a base de cloridrato de ciprofloxacino também foi descartada. A bula do remédio indica que “raramente podem ocorrer depressão ou reações psicóticas que possam evoluir para um comportamento de auto exposição a riscos”.


Entenda o caso da família morta na Vila Brasilândia

Para psiquiatra que colabora com a polícia, não há dúvidas de que Marcelo Pesseghini matou família


Posição do corpo

O presidente da Comissão de Segurança Pública de SP, Arles Gonçalves, fez algumas observações relacionadas ao caso. Uma delas é a posição em que foi encontrado o corpo de Marcelo. Segundo ele, a posição é completamente justificável, pois ele ao atirar na própria cabeça, teria batido num sofá que se encontrava ao pé da cama e voltado, como um efeito “chicote”, motivo pelo que o corpo estava por cima do braço e da arma.


Em relação a saída de Marcelo a pé da escola, ele afirma que o garoto teria até o carro para fugir, mas ao ver que outros veículos dificultavam a manobra de saída, retornou a escola onde pediu carona. Posteriormente, já no carro do colega, teria parado ao lado do carro da mãe para pegar a chave ou o controle do portão da casa.

Quanto aos garotos chamados a depor novamente, Gonçalves informou que durante o primeiro depoimento os colegas omitiram que Marcelo tinha confessado o crime a eles. Essa informação foi obtida no depoimento de outros colegas que disseram ter ouvido a confissão dele e que os rapazes também teriam participado do momento da confissão.

Arles Gonçalves descarta qualquer outra possibilidade de autoria e elogiou a transparência e profissionalismo com que a Polícia Civil vem conduzindo as investigações.

Apenas surto explicaria hipótese de menino ter matado família de PMs, diz psiquiatra forense

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.