Família luta para provar inocência de jovem preso por roubo em SP
Rapaz, de 25 anos, foi detido em casa após ser reconhecido por vítima. Celular roubado e arma do crime não estavam com suspeito
São Paulo|Do R7, com informações da Record TV

A família do assistente administrativo Breno Gomes da Silva, de 25 anos, preso pelo roubo de um celular, em São Paulo, crime ocorrido na semana passada, luta para provar a inocência do jovem. A defesa deve solicitar um habeas corpus.
O rapaz foi acusado depois de reconhecido pela vítima, uma mulher de 41 anos, que foi ao condomínio fechado onde o jovem mora com a família, na zona norte da capital paulista, cerca de 3h depois do assalto, porque o rastreador do celular teria apontado para o local.
No entanto, o aparelho e a arma que teria sido utilizada no assalto não foram encontrados na casa do suspeito. Mesmo assim, ele foi levado pelos policiais militares para a delegacia.
"Foi ele quem primeiro desceu e abriu o portão [para os PMs]. Prova que ele não deve nada. É um menino que nunca se envolveu nessas coisas", disse Lucia de Fátima Gomes, mãe de Breno.
A vítima teria dito aos PMs que reconheceu Breno como um dos assaltantes assim que o jovem abriu o portão da casa. Na delegacia, ela contou também que foi abordada por dois homens em uma moto. O garupa apontou uma arma para ela e a filha, exigindo o celular.
Ambos os ladrões estavam de capacete e ela disse ter reconhecido sem sombra de dúvidas Breno como o piloto do veículo usado no assalto.
A juíza decretou a prisão preventiva do jovem sob a alegação que ele não tinha trabalho remunerado. Porém, Breno trabalha em uma empresa, com carteira assinada, há cinco anos. Por isso, o crime poderia ser a fonte de renda dele.
"A gente é uma família humilde, honesta. De repente, o nosso mundo desabou", desabafou Luiz da Silva, pai de Breno.
O que dizem as autoridades
A Secretaria da Segurança Pública informou que o suspeito foi preso em flagrante, após ter sido reconhecido pessoalmente pela vítima.
O Ministério Público disse que o promotor também deu parecer favorável à prisão em razão do reconhecimento.
Já o Tribunal de Justiça informou que não se manifestará sobre questões judiciais e que, se há discordância da decisão, cabe recurso previsto na legislação. A defesa deve solicitar um habeas corpus.













