Fogos devem ser comprados em lojas credenciadas e lançados longe de aglomerações, diz bombeiros
Sobretudo em janeiro e julho, corporação atende ocorrências de amputações e queimaduras
São Paulo|Do R7
Para evitar acidentes com fogos artifício, não se deve comprar artefatos em qualquer ponto, afirma o capitão Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo.
— O armazenamento errado pode induzir a acidentes graves. Quando o vendedor deixa, por exemplo, caixas encostadas na parede, o artefato pode ficar úmido. Isso já suficiente para que, quando acesso, haja um retardo no tiro. Muitas vezes, quem lança, pensa que o rojão falhou. E o abaixa.
Palumbo afirma que a legislação prevê que as lojas que vendem fogos têm de ser credenciadas pela Prefeitura e pelo Corpo de Bombeiros.
— Há uma série de regras para se vender artigos como esses. O local, por exemplo, deve ser térreo. Então, é necessário verificar se o vendedor é credenciado. Não se deve comprar fogos em lojas provisórias, abertas no final do ano, nem em papelarias.
O porta-voz dos bombeiros afirma que há tipos diferentes de fogos.
— Os de tipo A podem ser utilizados até por menores de idade. Os fogos tipo B, apenas por adultos. Os tipos C e D só devem ser manipulados por profissionais. São artefatos usados em shows pirotécnicos, por exemplo. Mas lojas clandestinas vendem para qualquer um. É preciso cuidado.
Palumbo pede para que a população denuncie a venda clandestina do material. Ele afirma que, comprado o artefato, é necessário ler com cuidado as instruções.
— E nunca se deve soltar fogo de artifício muito perto de outras pessoas, rodeado por grupos. Muito menos perto de crianças. É importante também que se tenha em mãos um telefone para, em caso de necessidade, acionar os bombeiros pelo número 193.
Segundo Palumbo, sobretudo em junho e janeiro, o Corpo de Bombeiros atende uma série de chamados por causa de fogos.
— Há casos de amputações, casos de queimaduras e também casos de incêndio.













