Logo R7.com
RecordPlus

Gil Rugai "não é um anjinho" e não pode conviver em liberdade, diz promotor do caso

Rogério Zagallo lamenta que, apesar da pena de mais de 33 anos, réu não tenha sido preso

São Paulo|Ana Cláudia Barros e Vanessa Beltrão, do R7

  • Google News
"Quase 34 anos... E sai pela mesma porta que entrou", lamentou o promotor
"Quase 34 anos... E sai pela mesma porta que entrou", lamentou o promotor

Após a leitura da sentença de Gil Rugai, condenado a 33 anos e nove meses de prisão pela morte do pai e da madrasta, o promotor Rogério Zagallo criticou a decisão da Justiça de deixá-lo recorrer em liberdade.

— A pessoa vem aqui, mata o pai, mata a madrasta, sai condenado a quase 34 anos, sai pela mesma porta que entrou, tão livre quanto todas as demais pessoas que não roubam, não matam, não traficam.


O duplo homicídio qualificado por motivo torpe ocorreu em 28 de março de 2004 em Perdizes, na zona oeste de São Paulo.

Leia mais notícias de São Paulo


Apesar de satisfeito com a condenação, Zagallo questionou a legislação brasileira, tendo em vista que o ex-seminarista não foi preso apesar do tamanho da pena. E usou palavras duras para se referir ao criminoso.

— Esse rapaz tem um desvio de personalidade. Como o próprio juiz consignou na sua decisão, ele tem uma personalidade dissimulada, ele é perigoso, não é esse anjinho que parece, não vai participar do conclave. Realmente é uma pessoa que não poderia conviver em liberdade.


O promotor aproveitou a entrevista aos jornalistas, posterior à leitura da sentença, para desabafar sobre as críticas recebidas durante a semana. Sugeriu que os problemas apontados, como erros na perícia, acabaram tornando a vitória ainda mais desejada por ele. E mandou um recado para a família da madrasta de Rugai:

— Que essa condenação sirva para minimizar o sentimento de ausência [de Alessandra].


Família da madrasta não se conforma com liberdade de Rugai

Assim como o assistente de acusação, Ubirajara Mangini, Zagallo revelou que teme uma fuga do condenado e que ele acabe impune em razão disso.

— Não é que eu tenho bola de cristal, mas tenho certeza que ninguém em sã consciência ficaria aguardando o fim de um processo de recursos para depois cumprir.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.