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Greenpeace faz ato em SP para criticar crise hídrica

Durante a ação, membros do Greenpeace levaram esclarecimentos a quem passava pelo local

São Paulo|Do R7

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Ato teve distribuição de garrafinhas de água na praça da Sé
Ato teve distribuição de garrafinhas de água na praça da Sé

O Greenpeace, organização não governamental que defende questões ambientais pelo mundo, fez nesta terça-feira (23) uma ação no centro da cidade de São Paulo para cobrar medidas que solucionem a crise hídrica paulista. O ato ocorreu às 9h, na praça da Sé, com distribuição de garrafinhas de água, simbolizando as últimas gotas do Sistema Cantareira.

Durante a ação, membros do Greenpeace levaram esclarecimentos a quem passava pela praça. Fabiana Alves, coordenadora da campanha, explicava a questão. O slogan da campanha é: “Não vai faltar sede”.


— A má gestão hídrica da água atualmente fez com que ela fosse tratada como mercadoria e não como direito. Por isso, lançamos essa contrapropaganda, mostrando que são as últimas gotas do nosso reservatório Cantareira.

Fabiana criticou o atual modelo de cobrança diferenciado pela água.


— O Greenpeace tem pedido para que acabem os contratos de demanda firme, que são contratos com grandes empresas, que consomem mais de 500 mil litros de água por mês com a Sabesp. Esses contratos fazem com que essas empresas, quanto mais consumem, menos elas pagam pela água. Essa é uma ótica totalmente de mercado e não de direito, que é como deve ser tratada.

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José Marcos Martins, marqueteiro, de 59 anos, passava pela Praça da Sé no momento da ação e criticou também a falta de consciência com o desperdício.

— Lamentavelmente, vi uma senhora esses dias lavando a calçada. Isso é falta de caráter das pessoas. Está sabendo que o país está parado por causa da água e lava a calçada? Eu estou preocupado com a falta de água e fico revoltado com isso.


Lázaro Jesus de Melo, empresário, de 48 anos, aproveitou para reclamar.

— A gente tem que economizar, mas o governo errou e quem leva a culpa? O povo. Essa é uma campanha boa, para a gente economizar. Eu sou pai, sou avô, e fico preocupado com o nosso futuro.

Procurada pela reportagem, a Sabesp ainda não se pronunciou.

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