São Paulo Greve no Metrô e na CPTM em São Paulo: saiba o que os sindicatos reivindicam

Greve no Metrô e na CPTM em São Paulo: saiba o que os sindicatos reivindicam

Trabalhadores da Sabesp, do Metrô e da CPTM, além de professores estaduais, prometem realizar paralisação nesta terça (28)

  • São Paulo | Do R7

Estações de trem e metrô ficarão fechadas

Estações de trem e metrô ficarão fechadas

R7

Os trabalhadores do Metrô, da CPTM e da Sabesp, além de professores estaduais, prometem realizar uma paralisação coletiva nesta terça-feira (28) em protesto contra o Governo de São Paulo. Os sindicatos  são contra as propostas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de privatização de empresas e serviços de determinadas áreas, como transporte e água e saneamento.

Eles também citam outras causas para a paralisação, entre elas a demissão de funcionários em razão de greves. Cinco trabalhadores foram demitidos pelo Metrô após paralisação realizada em outubro.

Outro motivo apontado são possíveis cortes na área da educação. O governo Tarcísio de Freitas  enviou um projeto que prevê a possibilidade de reduzir os gastos obrigatórios em educação de 30% para 25% no estado. 

Projetos

A privatização da Sabesp, a Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo, é o projeto mais avançado. O texto já foi enviado para a Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) e já ganhou parecer favorável em comissões. A gestão Tarcísio pretende concluir a venda da parte que o governo tem na empresa — atualmente, 50,3% da companhia pertence ao estado e o restante está em poder de acionistas.

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Para o Sintaema, que representa os funcionários da Sabesp, não há uma discussão pública sobre a privatização de serviços. O sindicato pede para que a população seja ouvida sobre o tema. “Tarcísio de Freitas desconsidera a opinião da população, que em pesquisa Datafolha deste ano também tinha se manifestado contra a privatização da Sabesp”, declarou a direção do Sintaema.

Metrô e CPTM

Já no Metrô e na CPTM, parte das linhas de transporte público que cortam a capital e região metropolitana já é administrada por concessionárias, como a ViaMobilidade e ViaQuatro.

A gestão Tarcísio encomendou um estudo para privatizar todas as linhas que hoje são administradas pela CPTM. A Linha 7-Rubi, a mais antiga da CPTM, que conecta a capital com Jundiaí, no interior, é a que poderá ser concedida à iniciativa privada mais rapidamente. Ela integrará o projeto do trem Intercidades que ligará São Paulo a Campinas. O leilão está marcado para fevereiro. 

A ideia é adotar um caminho semelhante ao já realizado em relação às linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, hoje administradas pela ViaMobilidade.

O governador Tarcísio de Freitas já manifestou a intenção de privatizar as linhas do Metrô ainda administradas pelo governo, mas o processo de estudo para a concessão dessas linhas ainda não teve início.

O que diz o governo?

A gestão Tarcísio de Freitas afirma que continuará estudando a possibilidade de privatizações na área de transporte em razão da possibilidade de modernizar e melhorar o serviço. Ressalta ainda que a proposta foi amplamente divulgada nas eleições.

Sobre a PEC (proposta de emenda à Constituição) enviada à Assembleia Legislativa visando à redução da verba obrigatória para educação, o governo afirma que o texto prevê apenas a  possibilidade de flexibilizar uma parte das despesas em razão da necessidade crescente na área da saúde. Assim, em vez dos 30% obrigatórios para educação, seriam 25%, e os outros 5% podendo ser investidos em educação ou saúde.

Sobre a demissão de funcionários pelo Metrô após greve, o governo afirma que os trabalhadores agiram em defesa de interesses privados, descumprindo a legislação e realizando a paralisação sem aviso prévio, o que prejudicou a população. 

Na última sexta-feira (24), o governador criticou a realização da greve. "Será que é razoável que a gente tenha uma greve todo mês?", questionou Tarcísio, que chamou a decisão do sindicato por cruzar os braços de "deboche".

Ele disse que o movimento busca atender a interesses privados e traz inúmeros prejuízos à população, afetando o comércio, trabalhadores e estudantes, entre outros.

Em relação à área da educação, o governo já alterou a data do Provão Paulista. A gestão Tarcísio disse que atua junto ao Judiciário contra a realização da greve e que deverá, em último caso, adotar medidas alternativas, como a decretação de ponto facultativo e o aumento da frota de ônibus, em parceria com a Prefeitura de São Paulo.

Greve

Até o momento, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô e linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM já aderiram à greve e vão parar de funcionar a partir da 0h desta terça-feira. Nas próximas horas, os funcionários das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa discutirão se vão aderir à paralisação ou não.

As linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô e as linhas de trem 8-Diamente e 9-Esmeralda continuarão funcionando normalmente, já que são administradas pela iniciativa privada.

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