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Grupo de sem-terra começa a desocupar Instituto Lula em SP

Integrantes do assentamento Milton Santos, do interior paulista, ocuparam prédio na quarta

São Paulo|Do R7, com Estadão Conteúdo

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Integrantes do assentamento Milton Santos, do interior paulista, ocuparam sede do Instituto Lula na quarta-feira
Integrantes do assentamento Milton Santos, do interior paulista, ocuparam sede do Instituto Lula na quarta-feira

Às 14h desta quinta-feira (24) os integrantes do assentamento Milton Santos, localizado em Americana (SP), começaram a deixar a sede do Instituto Lula, na capital paulista, ocupada pelo grupo desde às 6h de quarta-feira (23). Segundo lideranças, cerca de 120 pessoas passaram a noite no local.

O prédio do Instituto amanheceu cercado por faixas pedindo que a presidente Dilma Rousseff assine um decreto desapropriando uma área na região de Americana, no interior paulista, onde está localizado o assentamento Milton Santos, lar de 68 famílias. A intenção do grupo, segundo a organização do movimento, é criar um canal de diálogo com o governo federal. 


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O assentamento Milton Santos foi legalizado em 2005 pelo ex-presidente Lula, porém, após uma disputa judicial sobre quais eram os verdadeiros donos da propriedade, particulares ganharam a causa e determinaram uma ação de despejo. A expulsão das famílias das terras deve ocorrer até o próximo dia 30 de janeiro.


O movimento também relatou que possui outras frentes de manifestação, como a ocupação da sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Três pessoas solidárias ao movimento também estão em greve de fome, acorrentados em frente ao prédio do gabinete da Presidência em São Paulo, na avenida Paulista.

Na quarta-feira (23), o Incra anunciou que pretende receber os sem-terra nesta quinta-feira às 17h, com a condição de que eles deixassem os dois prédios ocupados.

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