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Grupo de teatro Legítima Defesa apresenta o espetáculo "A Missão" sobre discriminação racial

Peça fica em cartaz até o dia 17 de maio no Centro Cultural São Paulo

São Paulo|Juca Guimarães, do R7

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Coletivo Legítima Defesa estreia peça no CCSP amanhã (4)
Coletivo Legítima Defesa estreia peça no CCSP amanhã (4)

Criado em 2016, o coletivo Legítima Defesa é formado por 15 artistas negros (atores, atrizes, músico, DJ e diretor) que criaram uma nova narrativa para transportar o clássico texto “A Missão – Lembranças de uma Revolução”, do escritor alemão Heiner Müller (1929-1995) para os dias atuais, discutindo questões ligadas à discriminação racial. 

A empreitada do grupo resultou no espetáculo “A Missão em Fragmentos: 12 cenas de descolonização em legítima defesa”, primeito trabalho do coletivo, que ganha temporada no Centro Cultural São Paulo, a partir do dia 04 de abril, permanecendo em cartaz até o dia 17 de maio, sempre às terças e quartas às 20h, na Sala Jardel Filho.


Depois das três apresentações no Auditório Ibirapuera como parte da programação da MITsp, a montagem, dirigida pelo DJ Eugênio Lima, conta com dramaturgia criada por Claudia Schapira, com base em textos de: Angela Davis, Anna Seghers, Sojourner Truth, Malcom X, Amílcar Cabral, Chimamanda Ngozi Adichie, Claudia Schapira, Aimé Cesarie, Achille Mbembe, Racionais Mcs, Frantz Fannon, Marcus Garvey, Maurinete Lima, Lélia Gonzalez, Abdias do Nascimento, Frances M. Beal, João Cabral de Mello Neto, James Baldwin, Stokely Carmichael, Carolina Maria de Jesus e da própria companhia Legítima Defesa.

Shapira assina ainda os figurinos, Luaa Gabanini a preparação corporal e coreografia e Roberta Estrela D'Alva responde pela preparação vocal e spoken word do elenco. Junto do Eugênio, elas são fundadores do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. O DJ também é um dos fundadores da Frente 3 de Fevereiro.


Enredo

O enredo traz três emissários da Convenção Francesa - Debuisson, filho de senhor de escravos, Galloudec, um “quase-branco”, e Sasportas, um negro – que vão à Jamaica, colônia inglesa, para organizar uma revolta dos escravos no inverno de 1798/1799. Assim que estabelecem as primeiras conexões, são alcançados pela notícia de que Napoleão havia tomado o poder no dia 9 de novembro de 1799. Debuisson então interrompe os preparativos: acreditando não ter o apoio do novo regime, trai seus companheiros Sasportas e Galloudec, entregando-os à coroa Britânica.


Diferentes autores são utilizados no espetáculo, no intuito de confrontar, articular e reafirmar outras visões e paradigmas. Desta maneira, o grupo propõe a necessidade de alterar o narrador e também a narrativa, assim como a maneira de contá-la. “A montagem defende a descolonização e a voz dos mortos, já que as causas que os mataram estão vivas”, afirma o DJ Eugênio Lima.

SERVIÇO


A Missão em fragmentos – 12 cenas de descolonização em legítima defesa – com o grupo Legítima Defesa

Local: Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho

Estreia: 4 de Abril

Temporada até: 17 de Maio (não haverá espetáculo nos dias 25 e 26 de Abril)

Horários: Terças e Quartas, às 20h

Duração: 120 minutos

Recomendação etária: 16 anos

Capacidade: 321 lugares

Endereço: Rua Vergueiro, 1000

Ingressos: pague quanto puder, nos seguintes valores: R$1, R$5, R$10, R$15 e R$20(se comprado na bilheteria do CCSP). R$10 , R$15, R$20 (se comprado pelo site Ingresso Rápido)

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