Grupo Fragmento Urbano cria espetáculo que une hip-hop e dança regional
"Encruzilhada" é o resultado de uma pesquisa sobre a cultura regional e a memória afetiva
São Paulo|Juca Guimarães, do R7

Após um longo período de pesquisas teóricas e corporais sobre as possibilidades do encontro das danças regionais e do hip-hop foi criado o espetáculo “Encruzilhada” pelo coletivo Fragmento Urbano.
A obra registra, de modo criativo e inédito, a união entre manifestações culturais que fazem parte da memória coletiva dos brasileiros de diversas regiões do país com as relações sociais que permeiam os espaços urbanos e suas periferias.
Em "Encruzilhada", o ponto central também é a viagem pessoal que os dançarinos fizeram para criar, a partir das suas histórias pessoais e de suas famílias, o conteúdo do espetáculo. O resultado é uma identificação sincera dos sentimentos e lembranças do público e dos integrantes do Fragmento Urbano.
O projeto “Encruzilhada” foi contemplado com o XIX Edital de Fomento à Dança da Prefeitura de São Paulo. Com o suporte, o grupo pôde aprofundar suas pesquisas com o apoio de artistas de diversas regiões do Brasil, convidados para os Blocos de Formação, workshops com duração de três dias abertos ao público. Em cada bloco, dois artistas convidados propuseram atividades relacionadas à sua área de atuação. Foram convidados especialistas das mais diversas áreas: da dança contemporânea à poesia, do rap às linguagens urbanas, do popping à capoeira.
O embrião do espetáculo “Encruzilhada” foi o projeto “Fragmento na mala”, realizado em parceria com o NUCCA (Núcleo de Cultura, Corpo e Arte) da Unifesp. O projeto teve duração de cinco meses, entre abril e setembro de 2015, e consistiu na pesquisa das danças regionais tradicionais e das danças urbanas, circulação do espetáculo “Duoelo”, realização de oficinas e workshops e articulação de parcerias por 9 estados brasileiros: Roraima, Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão, Piauí, Bahia, Alagoas e Pernambuco.
A primeira apresentação do "Encruzilhada" acontece no dia 22, em Guaianazes, na estação de trem da CPTM, na zona Leste da capital. Até o dia 22 de outubro, a trupe fará uma série de vinte apresentações nas ruas da região central e em várias periferias da capital, como Capão Redondo (zona Sul) e Cidade Tiradentes (zona Leste).

Confira a programação:
Zona Leste
22/09 - 16h - Estação de Guaianazes CPTM (Av. Salvador Giannetti)
23/09 - 15h – CFCCT
24/09 - 16h - ONG NUA - Vila Nova União
25/09 - 16h - Espaço Adebanquê - Artur Alvim
Zona Oeste
28/09 - 16h - Lapa - Em frente ao terminal de ônibus da Lapa
29/09 - 16h - Estação Vila Madalena
30/09 - 16h - Ponto de Cultura Afrobase -
01/10 - 16h - Largo da Batata
Zona Sul
06/10 - 16h - Casa Amarela
07/10 - 16h - Estação Capão Redondo
08/10 - 16h - Praça Jardim Miriam - Av. Cupecê, 5500
09/10 - 16h - Real Parque
Zona Norte
20/10 - 16h - Parque da Juventude
21/10 - 16h – CCJ
22/10 - 16h - Casa Hip Hop de Perus - Praça Júlio Maciel, s/n. Recanto dos Humildes.
23/10 - 16h - CEU Paz
Centro
26/10 - 16h - Largo de São Bento
27/10 - 16h - Galeria Olido
28/10 - 16h - Júlio Prestes
29/10 - 16h - Praça da Sé













