Haddad diz que 'não jogou a toalha' e cumprirá compromissos
Prefeito admitiu, no entanto, que talvez precise rever algum compromisso até 2016
São Paulo|Do R7

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que não "jogou a toalha" em relação às metas anunciadas por ele no início de 2013, quando tomou posse. A afirmação foi feita em entrevista exclusiva à TV Estadão na semana passada. O petista, porém, admitiu que se trata de um programa ambicioso e que, por isso, talvez precise rever algum compromisso até o fim de seu mandato, em 2016.
— O que eu posso dizer é que nós não jogamos a toalha em relação a nenhuma das 123 metas. Pode ser que daqui a um ano eu fale que essa ou aquela [meta] está mais difícil.
Mas a intenção, segundo Haddad, é tentar cumprir todas as metas ou o máximo possível da lista.
— Veja a área de Habitação, que é uma das mais difíceis. Entregamos quase 4.000, das 55 mil prometidas. Mas agora temos Minha Casa Minha Vida [programa federal] em São Paulo. Temos terreno para 70 mil unidades, mais as que estavam em andamento, somando 86 mil. O que estamos enfrentando agora é a questão do licenciamento. Sei que 55 mil é um número audacioso, mas pode cobrar que, em junho de 2015, vamos ter todas as unidades em execução.
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Nas demais áreas prioritárias, como Saúde e Transportes, Haddad também se mostrou confiante. Ele citou que os 150 km de corredores de ônibus estarão em obras até a metade do ano que vem e que acredita inaugurar os dois hospitais já licitados — Parelheiros, na zona sul, e Brasilândia, na zona norte — e o Hospital Santa Marina, também na zona sul, que foi comprado por sua gestão. Já a unidade de Vila Nhocuné, na zona leste, que faz parte do plano de metas, só está em projeto.
Análise
O cientista político Marco Antonio Teixeira, professor do curso de Administração Pública da FGV-SP, avalia o desempenho do prefeito.
— O resultado é aquém do esperado. Mas vale registrar que a Prefeitura de São Paulo enfrentou obstáculos que fugiram de seu controle. Em relação aos corredores e às unidades habitacionais, por exemplo, tanto o Ministério Público Estadual como o Tribunal de Contas do Município questionaram parte dos planos e atrasaram suas ações. Todavia, esperava-se mais, especialmente na saúde, onde as filas por consultas e exames ainda é bastante longa.
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Desde 2008, uma emenda à Lei Orgânica do Município exige que o prefeito eleito apresente um plano de trabalho que deve estar vinculado ao programa de governo escolhido nas urnas. Realizá-lo, no entanto, não é obrigação legal. Na gestão passada, por exemplo, o então prefeito Gilberto Kassab (PSD) cumpriu só a metade do seu plano de metas.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.















