Homem é preso por incentivar mais de 150 pessoas a invadirem terrenos públicos na Grande São Paulo
Ele organizava reuniões para cadastrar famílias interessadas na invasão de um terreno do Incra
São Paulo|Do R7, com Agência Record
Um homem foi preso em flagrante, na noite de sexta-feira (10), por tentar induzir pessoas a invadirem terrenos públicos em Perus, na zona oeste de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito teria convencido mais de 150 pessoas sem moradia a fazerem invasões, alegando que tinha a intenção de ajudá-las.
De acordo com Hamilton Benfica, delegado titular da 1ª Delegacia de Crimes e Meio Ambiente, agentes da subprefeitura de Perus encontraram cartazes colados em diversos postes da região convidando pessoas a comparecerem a uma reunião marcada para às 20h de sexta-feira, na avenida Pavão, 106. O convite, escrito à mão, solicitava pelo menos cem pessoas para ocuparem um terreno.
Os agentes informaram o caso a policiais do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania) que, após montarem campana, conseguiram deter o suspeito, que tem 52 anos. No local, havia papéis com cadastros de 105 pessoas e mais de 50 indivíduos aguardavam na fila para se inscreverem, informou a polícia.
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O preso não havia falado aos interessados a localização das terras, mas, posteriormente, informou aos policiais que o terreno é do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e fica na região de Mairiporã, na Grande São Paulo.
Essa era a 2ª reunião que ele organizava, pois a intenção do suspeito seria juntar mais de 250 famílias para ocuparem um terreno de uma vez só. Assim, seria mais difícil retirá-los do local. Ele não cobrava valores dos interessados.
Ainda segundo o delegado, o homem afirma apenas querer ajudar as famílias, pois sabe que há muitos terrenos sem uso em São Paulo. No entanto, a polícia acredita que ele iria cobrar valores após a invasão, o que caracterizaria outro crime, o de estelionato.
Segundo a Polícia Civil, ele responderá por parcelamento de solo urbano e, se condenado, pode pegar de um a quatro anos de prisão.
O suspeito poderá pagara fiança de dez salários mínimos e responder o processo em liberdade.
