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Homem executado a tiros frequentava igreja há cerca de um mês

Presidente da igreja conta que fieis se desesperaram na hora do crime

São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

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João Gualberto (no centro) participa de culto da igreja Paz em Cristo
João Gualberto (no centro) participa de culto da igreja Paz em Cristo

Um “aperto no coração” e o desejo de mudar a vida. Estas teriam sido as motivações que levaram o comerciante João Gualberto Pimentel dos Santos, 34 anos, a frequentar, há cerca de um mês, a igreja Paz em Cristo, no Parque Vila Maria, na zona norte de São Paulo.

Gualberto, executado a tiros na noite de quarta-feira (19) durante a realização de um culto no templo, ainda não era considerado um “membro oficial”, como contou a apóstolo Hélio Camargo, pastor presidente da igreja.


— Ele quis mudar. Estava com um desejo no coração de mudar. Ele passou a frequentar a igreja porque queria uma vida melhor. Alguns irmãos até falaram que ele estava sentindo um aperto no coração e queria ir para igreja. Nem ele sabia o motivo. Estava com o coração apertado e foi buscar Deus.

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Conhecido como Joe, o comerciante chegou a participar de um acampamento organizado pela igreja, em um sítio.

— Ele passou três dias lá, sendo ministrado pela palavra de Deus para poder largar, digamos assim, os problemas pessoais dele. Ele voltou disposto a caminhar no evangelho e estava muito feliz por isso.


Camargo não estava no templo no momento em que o atirador disparou em torno de dez vezes contra a vítima, mas acompanhou, por telefone, o desespero de quem viu de perto a execução.

— Na hora me ligaram. O pessoal ligou chorando, desesperado. Falei que não tinha o que fazer, que era preciso chamar a polícia, socorrer (Gualberto) e amparar a família (da vítima) espiritualmente.


O representante da igreja lamentou o que aconteceu e criticou o desrespeito ao espaço religioso.

— A gente não espera isso dentro de uma igreja. Nossa posição, primeiramente, é de muita tristeza. Essas pessoas não tiveram respeito nem com a igreja. Estamos muito tristes com isso e orando para que a família seja confortada pelo Senhor. Para nós, não é fácil lidar com a situação. A morte é uma coisa muito complicada, principalmente ali, diante dos nossos olhos.

Culto especial

Camargo adiantou que a programação do templo não será alterada em função do episódio.

— A igreja vai funcionar normalmente. Nosso próximo culto é no domingo. Vamos fazer um culto especial. Vamos orar pela família, pelos amigos (da vítima).

Indagado se alguma medida de segurança seria adota, falou que não tinha condições de contratar profissionais para tomar conta do local. Ele destacou que considera o caso pontual.

— Não é um fato que acontece toda hora. Vamos intensificar as orações.

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