Homem mata esposa a facadas e agride filho na noite de Natal em SP
Segundo a Polícia Civil, a vítima já tinha denunciado o companheiro por violência doméstica, em maio deste ano
São Paulo|André Carvalho, da Agência Record

Um homem está sendo procurado pela Polícia Civil pela suspeita de ter assassinado sua esposa e esfaqueado o filho dela na madrugada do Natal, na última segunda-feira (25), na região central de São Paulo. Leandro de Castro Gabardo, de 34 anos, matou a facadas Marcia Gonçalves Lima Rocha, de 50.
Segundo a polícia, Marcia já tinha denunciado o companheiro em maio deste ano por violência doméstica.
Na segunda-feira, policiais militares foram acionados para atender a uma ocorrência de agressão contra mulher em um condomínio, após receberam a ligação de um morador.
À polícia, o vizinho contou que ouviu um barulho e, quando abriu a porta de sua residência, viu o suspeito sujo de sangue e sem camisa. Leandro disse que havia brigado com a companheira e fugiu a pé do local.
Em seguida, a testemunha encontrou o filho da vítima, de 26 anos, e Marcia feridos na entrada do prédio.
• Clique aqui e receba as notícias do R7 no seu WhatsApp
• Compartilhe esta notícia no WhatsApp
• Compartilhe esta notícia no Telegram
• Assine a newsletter R7 em Ponto
Segundo o boletim de ocorrência, o filho da vítima foi atingido no rosto e no abdômen, e a mulher, no tórax e no rosto. Ambos foram socorridos e encaminhados ao Pronto Socorro do Tatuapé.
Depois de três dias internada, a mulher não resistiu aos ferimentos e morreu. Já o filho de Marcia permanece hospitalizado, em recuperação.
A vítima era assistente administrativa de gestão e trabalhava no Serviço Funerário Municipal de São Paulo, no setor de fiscalização. Ela era conhecida por ser prestativa e ter uma boa relação com os colegas.
O corpo de Marcia está no IML (Instituto Médico-Legal) Leste e deve ser sepultado no Piauí, onde a maioria da família mora.
Mulher carbonizada é mais uma vítima que tinha medida protetiva contra o ex; veja outros casos
A morte da jovem Débora Almeida (no alto à esquerda), que foi carbonizada na última terça-feira (11), em São Paulo, joga luz sobre a violência contra as mulheres e sobre o fato de ela acontecer em alguns casos com vítimas que estão sob medidas protetiv...
A morte da jovem Débora Almeida (no alto à esquerda), que foi carbonizada na última terça-feira (11), em São Paulo, joga luz sobre a violência contra as mulheres e sobre o fato de ela acontecer em alguns casos com vítimas que estão sob medidas protetivas — decisões judiciais que exigem que o potencial agressor mantenha distância, entre outras restrições. Apesar de esse instrumento ser considerado importante para salvar a vida de mulheres que se sentem ameaçadas, recentes assassinatos em que os ex-companheiros são apontados como responsáveis mostram que as precauções tomadas não foram suficientes. Veja alguns casos:



















