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Homem que matou professor e fugiu com carro e cartões da vítima é condenado a 40 anos de prisão

Réu foi preso em Rosário do Sul (RS) e corpo foi encontrado em um matagal da zona sul de SP

São Paulo|Do R7

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Marion Machado Silveira (direita) foi condenado pela morte do professor Edivaldo dos Santos Dantas (esquerda). Após cortar a garganta do amigo, Silveira fugiu para o Rio Grandeo do Sul com o carro da vítima
Marion Machado Silveira (direita) foi condenado pela morte do professor Edivaldo dos Santos Dantas (esquerda). Após cortar a garganta do amigo, Silveira fugiu para o Rio Grandeo do Sul com o carro da vítima

A Justiça de São Paulo condenou a mais de 40 anos de prisão o homem que matou o professor Edivaldo dos Santos Dantas, de 45 anos. O crime aconteceu em dezembro do ano passado. Marion Machado Silveira, que era amigo da vítima, foi condenado por latrocínio, extorsão e ocultação de cadáver. 

De acordo com a sentença da juíza Vanessa Strenger, da 31ª Vara Criminal Central de São Paulo, o réu marcou um encontro com a vítima e a atraiu para o quarto de uma pensão. Com a ajuda de um comparsa não identificado, amordaçou e amarrou o professor, que foi agredido com tapas e golpes de arma branca até revelar as senhas dos cartões bancários.


A dupla percorreu caixas eletrônicos e efetuou vários saques com o carro do professor. Em seguida, ele foi levado para um terreno baldio e teve a garganta cortada. Os dois homens ocultaram o corpo e o réu fugiu com o automóvel e os cartões com destino ao Rio Grande do Sul. No caminho, fez compras e novos saques, até que foi abordado por policiais federais na rodovia BR-290, na cidade de Rosário do Sul.

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Pelo latrocínio, Silveira foi condenado a 35 anos de reclusão e pagamento de 17 dias-multa; pela extorsão, a quatro anos e oito meses de reclusão, mais pagamento de 11 diárias; e pelo crime de ocultação de cadáver, a um ano de reclusão e pagamento de dez dias-multa. No total, a juíza Strenger condenou o réu a 40 anos e oito meses de reclusão em regime fechado e pagamento de 38 diárias.


— Claro está que o acusado é pessoa dissimulada, que não nutre qualquer valor pela vida alheia. Matou de forma cruel a vítima, ceifando a vida de pessoa trabalhadora, querida, honesta e altruísta, de pouca idade, que tinha longa vida ainda pela frente, Deve, pois, permanecer longe do convívio social. A decisão cabe recurso da decisão, mas o réu não poderá recorrer em liberdade.

O crime


Edivaldo dos Santos Dantas, de 45 anos, estava desaparecido desde o dia 28 de dezembro do ano passado. O suspeito de envolvimento no desaparecimento do professor foi preso em Rosário do Sul, na Fronteira Oeste, região do Rio Grande do Sul próxima à Argentina e ao Uruguai. Marion Machado Silveira, de 37 anos, estava dirigindo o veículo de Dantas. Ele era amigo da vítima e confessou participação no crime. 

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Câmeras de segurança do prédio registraram as últimas imagens de Edivaldo, em que mostram o professor saindo do edifício onde ele mora, na zona sul de São Paulo, no dia do desaparecimento. Ele tinha viagem marcada para o México e sumiu sem levar qualquer documento, inclusive o passaporte. 

O corpo da vítima foi encontrado, no dia 15 de janeiro deste ano, em um matagal no bairro do Socorro, na zona sul de São Paulo. Silveira acompanhou a polícia e indicou o local. 

Assista ao vídeo: 

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