Departamento de Homicídios espera notificação judicial para assumir caso de palmeirense morta
Gabriela Anelli, de 23 anos, faleceu após ser atingida por estilhaços de vidro em uma briga com torcedores do Flamengo
São Paulo|Agência Brasil

O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil de São Paulo, informou, nesta quinta-feira (13), que aguarda notificação da Justiça sobre a decisão que determinou que assuma as investigações sobre a morte da torcedora palmeirense Gabriela Anelli.
A jovem de 23 anos morreu após ser atingida pelos estilhaços de uma garrafa de vidro atirada durante uma confusão entre torcedores do Palmeiras e do Flamengo, no último sábado (8).
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A Justiça paulista decidiu soltar Leonardo Felipe Xavier Santiago, suspeito de ter arremessado a garrafa de vidro que atingiu e matou a torcedora. O MPSP (Ministério Público de São Paulo) havia pedido a revogação da prisão preventiva de Santiago na quarta-feira (12), além do encaminhamento do inquérito sobre o caso ao DHPP para continuidade das investigações.
O pedido foi feito pelo promotor de Justiça Rogério Zagallo, após o delegado responsável pelo Departamento de Operações Policiais Estratégicas, César Saad, ter declarado publicamente que um homem preso preventivamente pelo crime havia admitido o arremesso do objeto que golpeou a vítima. De acordo com o pedido, vídeos levados ao Ministério Público mostram uma garrafa sendo lançada por outra pessoa.
O MPSP pede diligências que identifiquem o verdadeiro autor, a busca de mais imagens de câmeras de segurança e a oitiva dos guardas-civis que estavam ao lado dos torcedores do Flamengo no momento do crime. Em nota divulgada hoje, a Polícia Civil afirmou ainda que a prisão do suspeito de ter atirado o objeto que vitimou a jovem ocorreu dentro da legalidade.
“A Polícia Civil do Estado de São Paulo, ciente do seu papel constitucional, com relação aos fatos amplamente divulgados pela imprensa em razão da prisão do suspeito que, em tese, vitimou fatalmente a torcedora, manifesta-se no sentido de corroborar a legalidade do auto de prisão em flagrante realizado pelo delegado de polícia diante dos elementos probatórios dispostos naquele momento, tanto que a prisão em flagrante, quando da audiência de custódia, fora confirmada pelo Poder Judiciário e convertida em prisão preventiva”, diz o comunicado.















