Horário de verão: Economia é pouca, mas governo pode voltar atrás
Brasil não terá horário de verão em 2019 e presidente Jair Bolsonaro pediu estudo para decidir se cancela definitivamente as mudanças nos relógios
São Paulo|Pietro Otsuka, do R7*

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (5) que não haverá horário de verão este ano no Brasil. O presidente ainda pediu que seja feito um estudo para que a mudança nos relógios do país seja eliminada do calendário brasileiro.
A decisão divide economistas, já que as estimativas é de que o ganho com o horário não é tão grande, mas alguns acreditam que o governo pode voltar atrás, já que qualquer economia é válida no país.
O professor Joelson Sampaio, coordenador do curso de economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), avalia que a medida tem fundamento, mas que não deve perdurar por muito tempo.
"Em 2018, a economia foi na casa de R$ 100 milhões, parece pouco, mas pode ser que o governo volte atrás e reconheça que este pouco seja muito importante", diz Sampaio.
Já Ildo Sauer, vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, analisa que a economia de energia era relevante, mas que isso já não é mais o caso. “Se tornava menor o consumo de energia no verão justamente quando historicamente era maior. Isso não acontece mais, porque o horário de ponta, especialmente no Sudeste, migrou para 14h e 15h, principalmente por causa do ingresso do ar-condicionado”.
“Não me parece uma decisão esdrúxula, mas razoável. As pessoas não precisarem mais passar pelo transtorno da transição para o horário de verão e vice-versa, pois o benefício já não é o mesmo de antigamente”, avalia Sauer.
Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a decisão de não decretar horário de verão em 2019, leva em conta não apenas questões econômicas, mas outros fatores como picos de energia e sobrecargas, que devem ser alvo dos estudos solicitados pelo presidente da República, para decidir se decreta o fim permanente do horário.
Vai e vem
Não é a primeira vez que o horário de verão é interrompido no Brasil. Segundo dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), entre 1968 e 1984, por exemplo, houve um dos maiores períodos sem o horário de verão vigorar no país, coincidentemente quando o Brasil estava sob estado de exceção devido ao Golpe de 64.
Mas desde 1985 que ele vem sendo adotado todos os anos, mas passou a ter ajustes sobre sua abrangência, que é determinada por decreto presidencial. De 1991 até os dias atuais, os estados da região norte e nordeste deixaram de adotar o horário com mais frequência. Em alguns anos estados aderiram ou não, em 1991, por exemplo, o Mato Grosso, na região centro-oeste, não teve horário de verão.
O último decreto sobre o horário, editado em 2018 pelo então presidente Michel Temer, foi um ato que reduzia em duas semanas o período do horário de verão, pondo fim a regra do horário ser entre o terceiro domingo de outubro e encerra-se no terceiro domingo de fevereiro, exceto quando este terceiro domingo de fevereiro coincidisse com o domingo de Carnaval, que constava do decreto assinado pelo ex-presidente Lula em 2007.
Em todo o mundo, ao menos 35 países adotam o horário de verão anualmente, entre eles, todos os países da América do Norte e da União Europeia.
*Estagiário do R7, sob supervisão de Ana Vinhas e colaboração de Márcio Neves
Sono, cansaço, mais fome e a sensação de não conseguir dormir no horário certo. O horário de verão começa neste domingo (18) e a população da região Sul, Sudeste e Centro Oeste, além do Distrito Federal, precisa adiantar seus relógios em uma hora, e te...
Sono, cansaço, mais fome e a sensação de não conseguir dormir no horário certo. O horário de verão começa neste domingo (18) e a população da região Sul, Sudeste e Centro Oeste, além do Distrito Federal, precisa adiantar seus relógios em uma hora, e terá que se adaptar. Muitas pessoas demoram para conseguir “se encaixar” no horário de verão e não sabem o que fazer para conseguir dormir melhor. Para te ajudar, o R7 listou dicas de como “fugir” dos problemas e sofrer menos. Veja a seguir! *Colaborou: Brenno Souza, estagiário do R7

























