Investigação sobre agressão no Jockey Clube de SP é retomada

Milka Borges teve o rosto desfigurado ao ser atacada por uma modelo com um copo de vidro dentro de um restaurante no dia 11 de janeiro deste ano

Milka Borges foi agredida dentro de um restaurante no Jockey Clube de SP

Milka Borges foi agredida dentro de um restaurante no Jockey Clube de SP

Reprodução/Record TV

A Polícia Civil retomou a investigação sobre o caso da mulher que teve o rosto desfigurado após ser agredida dentro de um restaurante no Jockey Clube de São Paulo no dia 11 de janeiro deste ano. 

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O boletim de ocorrência da época registrou o caso como lesão corporal.  No entanto, os advogados da corretora de imóveis Milka Borges, vítima da agressão, entendem que houve uma tentativa de homicídio e entrou com um pedido de indenização em um processo civil e penal. 

De acordo com Milka, a modelo Fernanda Bonito jogou um copo de vidro no seu rosto. Ela é namorada do irmão de um dos proprietários do restaurante. Fernanda deu entrevista ao Domingo Espetacular, em que se disse arrependida (veja abaixo).

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo), que acompanha o caso e pediu a retomada do inquérito, alega que ainda falta ouvir testemunhas e requisitar exames médicos e de corpo de delito para que o inquérito seja concluído e uma denúncia, apresentada.

Devido à pandemia da covid-19, as diligências requisitadas pela polícia não puderam ser realizadas. Com a volta gradual dos serviços, segundo o MP-SP, a polícia retomou o inquérito policial.

O MP argumentou ainda que o laudo do exame de corpo de delito complementar da vítima deve ser feito após o dia 11 de janeiro de 2021, para que os peritos possam analisar de forma correta a gravidade dos danos sofridos. Apenas com a realização dos exames será possível classificar o tipo da agressão e consequentemente o crime cometido pela modelo Fernanda Bonito

A defesa de Milka afirmou ainda que as testemunhas essenciais já foram ouvidas, porém outras duas pessoas devem prestar depoimento nos próximos dias. 

O caso é investigado no 34º Distrito Policial. De acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), novas testemunhas foram ouvidas e outras deverão prestar depoimento nos próximos dias. O laudo complementar da vítima, emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) também foi anexado ao inquérito.