Jovem baleado por policiais em perseguição morre
Julio César faleceu após ser constatada morte cerebral nesta terça-feira (28)
São Paulo|Do R7, com Agência Record

O universitário Julio César Espinoza, que foi atingido por policiais durante uma perseguição na zona sul de São Paulo, morreu nesta terça-feira (28). De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde, o jovem de 24 anos faleceu após ser constatada morte cerebral.
Ele estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), do Hospital da Vila Alpina, em estado gravíssimo. O corpo deverá ser encaminhado para o IML Leste.
O assassinato aconteceu na madrugada quando ele usava um carro emprestado pelo seu pai. Ele recebeu ordem de parada de policiais militares, mas não obedeceu, pois o veículo estava com licenciamento atrasado e multas de rodízio acumuladas.
O pedido de parada foi realizado no bairro do Ipiranga, onde começou uma perseguição que percorreu aproximadamente 6 km, tendo passado pelo município de São Caetano do Sul, onde guardas civis presenciaram a ação e apoiaram os PMs.
O acompanhamento se estendeu até a avenida do Estado, na zona sul da capital, onde o veículo em fuga teria trafegado na contramão. Durante a ação, nesta mesma avenida, duas viaturas da PM colidiram entre si. Os veículos tiveram perda total, mas nenhum policial se feriu.
Os policiais envolvidos na ocorrência disseram que o motorista em fuga disparou contra as viaturas, portanto eles revidaram. O carro da vítima foi perfurado por mais de 15 tiros. Ele bateu contra a cancela de uma empresa desativada. Como não há marcas de frenagem na pista, é possível que o acidente tenha acontecido com o motorista já baleado. Julio foi atingido por um disparo na nuca.
Um revólver calibre 38, antigo e enferrujado, foi apreendido no veículo dirigido por Julio César. O pai da vítima disse que seu filho morava com ele e nunca teve armas. Ele acrescentou que o jovem era estudante universitário, cursava o segundo ano da faculdade de Tecnologia em Logística. O rapaz não tinha antecedentes criminais.
O caso foi registrado no 56º DP da capital, na Vila Alpina. As armas dos policiais militares e dos GCMs de São Caetano foram apreendidas, apesar dos guardas não terem efetuado disparos. Em nota, a Polícia Militar disse que “instaurou inquérito policial-militar para apurar as circunstâncias em que ocorreram os fatos”.













