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Jovem que ficou tetraplégica após acidente recupera movimentos

Karina Neustadter  Castellanos, de 24 anos, que ficou imobilizada depois de bater a cabeça em praia do litoral norte de SP, já move mãos, pés e pernas

São Paulo|Cesar Sacheto, do R7

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Karina está otimista após acidente
Karina está otimista após acidente

A universitária Karina Neustadter Castellanos, de 24 anos, que ficou tetraplégica depois de sofrer um acidente no mar de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, no penúltimo dia de férias com o namorado, em janeiro deste ano, iniciou uma nova etapa do tratamento para recuperar os movimentos do corpo. Na última segunda-feira (18), a jovem passou por uma triagem no Hospital Lucy Montoro, centro especializado em reabilitação de locomoção, em Santos.

Karina foi examinada por enfermeiras, psicólogos, pisquiatras e assistentes sociais. Foram feitas perguntas sobre o acidente, solicitados laudos médicos e documentos. A paciente deverá ser submetida a uma nova avaliação médica no dia 1º de abril e, somente depois desta fase, as sessões serão iniciadas.


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"O dia foi um pouco cansativo. Demorou [a triagem], mas foi tudo bem. Espero que o tratamento faça com que volte a andar novamente. Não quero ficar aqui desse jeito. É o que me dá motivação todos os dias, voltar a andar, além da minha família, minha mãe e meu namorado", contou a jovem, que teve uma fratura na vértebra C6 e perdeu os movimentos do pescoço para baixo.


Motivação

A estudante de administração, que passava férias com o namorado, estava no mar e tentou sair da água surfando, mas sem o uso de uma prancha — em uma prática conhecida popularmente como "jacaré" ou surfe de peito —, disse que o acidente despertou novos sentimentos e não tirou o seu ânimo.


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"Eu vejo como uma nova fase da minha vida. Dou mais valor às pessoas, à saúde, tenho mais cuidado. O acidente foi uma tragédia, mas estou aprendendo tudo de novo. O mais difícil é a demora [da recuperação}", revelou Karina.


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Vaquinha virtual

O tratamento de Karina é demorado e requer recursos financeiros. Devido às sessões de fisioterapia, a jovem, que vivia em São Paulo, se mudou para Santos com a mãe, que precisou largar o emprego para cuidar da filha.

Por isso, a família iniciou uma vaquinha na internet. A intenção era arrecadar R$ 61.800 para auxiliar na compra de remédios, equipamentos e materiais hospitalares. No entanto, já foram depositados R$ 86.714,09, cerca de 40% acima do valor solicitado. A campanha termina no próximo dia 21 de abril.

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