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Juiz nega habeas corpus para suspeito de agredir coronel durante protesto

Defesa contratou perito para provar por meio de imagens que o jovem é inocente

São Paulo|Do R7

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O desembargador Alex Zilenovski negou um pedido de habeas corpus do estudante Paulo Henrique Santiago dos Santos, de 22 anos, preso em flagrante por tentativa de homicídio e associação criminosa depois de ser identificado em imagens em que o coronel Reynaldo Simões Rossi era agredido durante a manifestação do MPL (Movimento Passe Livre), no dia 25. A decisão foi dada nesta segunda-feira (4).

Santos já teve a liberdade provisória negada pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital na semana passada. Todos os pedidos foram feitos em plantão judiciário e, rejeitados, foram confirmados pelo juiz competente.

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Zilenovski, que é relator da 2ª Câmara de Direito Criminal, explica a decisão.

— A medida liminar em habeas corpus é cabível quando o constrangimento ilegal é manifesto e detectado de imediato, por meio do exame sumário da inicial e dos papéis que a instruem, o que não ocorre no presente caso, em que se faz necessária análise cuidadosa de fatos concretos e documentos.

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Perícia

A defesa do estudante contratou o perito Ricardo Molina para demonstrar, com imagens de um vídeo, que ele não participou das agressões contra Rossi. Molina é famoso por participar de casos de repercussão nacional. Um laudo será apresentado à Justiça.

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O advogado Guilherme Silveira Braga afirma que seu cliente saiu por acaso na foto.

— As imagens mostram ele inerte, sem nenhum movimento de agressão. Ele não está participando da agressão. Infelizmente, por acaso do destino, saiu numa foto e foi preso.

De acordo com Braga, a gravação permite ver que havia mais manifestantes na região, onde acontece um tumulto, mas que a maioria não agiu com violência. Agora, o habeas corpus passará por uma nova análise num julgamento da câmara, com três desembargadores.

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