Julgamento de PMs acusados de matar quatro jovens em Santo André deve terminar nesta quinta-feira
Chacina aconteceu em 2011; vítimas foram obrigadas a se ajoelhar antes da execução
São Paulo|Do R7

Está previsto para terminar na quinta-feira (22), o julgamento dos dois policiais militares acusados de envolvimento na chacina de quatro jovens em Santo André, em 2011. Ronaldo Ferreira dos Santos e Ricardo Bernardo da Silva respondem por homicídio qualificado.
O júri popular começou nesta quarta-feira (21), no Fórum de Santo André, no ABC paulista, e é presidido pela juíza Milena Dias. Ao todo, foram convocadas cinco testemunhas de acusação e oito de defesa – cinco delas foram chamadas pelos advogados de Santos e três, pelo defensor de Silva.
Segundo o Tribubal de Justiça de São Paulo, o crime ocorreu às 3h do dia 22 de abril e foi a primeira chacina registrada no ABC naquele ano. Conforme testemunhas, os dois policiais militares e um terceiro homem chegaram ao local das execuções em dois carros. Eles desceram dos veículos e renderam três vítimas: o cabeleireiro Luís Fernando da Silva Egea, 19 anos, o cobrador de ônibus Fábio Bacilieri, 23 anos, e o estudante Felipe Dias Rodrigues, 16 anos.
As vítimas foram obrigadas a se ajoelhar de costas para um muro com as mãos na cabeça. Em seguida, os três atiradores dispararam várias vezes. Elas não tiveram chance de defesa e foram executadas com tiros de armas calibre .40 (de uso exclusivo da PM) e 380.
Leia mais notícias de São Paulo
Logo após os assassinatos, os policiais teriam feito mais uma vítima. O desempregado Robert William Rodrigues, 25 anos, tinha acabado de sair da casa da namorada e viu a chacina. Ele tentou correr, mas foi perseguido pelos policiais e baleado nas costas. O corpo dele foi encontrado a 30 metros de distância das outras três vítimas.
No total, foram disparados 22 tiros. As cápsulas deflagradas foram recolhidas e encaminhadas à perícia. As execuções ocorreram nas ruas Quatorze de Junho e Primeiro de Dezembro, no Jardim Santo André.
A polícia declarou na época do crime que nenhum dos quatro jovens assassinados tinha antecedentes criminais. Familiares garantem que eles não tinham inimigos e nem envolvimento com drogas.
Relembre o caso:













