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Justiça concede habeas corpus a motorista que matou 3 na marginal

Talita Sayuri Tamashiro dirigia embriagada e falava ao celular 

São Paulo|Do R7*

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Atropelamento aconteceu no dia 30 de setembro
Atropelamento aconteceu no dia 30 de setembro

A Justiça concedeu nesta quarta-feira (25) habeas corpus a Talita Sayuri Tamashiro, de 28 anos, presa por atropelar quatro pessoas e matar três delas no acostamento da marginal Tietê. 

Talita está presa desde o dia do acidente, 30 de setembro, na altura da Ponte dos Remédios, na zona norte da capital paulista. A motorista estava detida na penitenciária de Tremembé.


Na decisão, o juiz determinou que Talita deverá comparecer em juízo trimestralmente para informar e justificar suas atividades e, além disso, não pode faltar a nenhum dos atos do processo. 

Ficou estabelecido ainda que ela não pode sair da cidade de São Paulo por um período maior que sete dias sem autorização prévia. Talita deve ficar em casa durante a noite e nos dias de folga e também está proibida de frequentar bares e shows. A motorista teve ainda sua carteira de habilitação suspensa.


Caso

O crime aconteceu na madrugada do sábado (30). Embriagada e falando ao celular, Talita atingiu quatro pessoas que estavam no recuo da marginal Tietê sentido Ayrton Senna por um problema mecânico no carro. 


A motorista fez o teste do bafômetro na delegacia e foi constatado o consumo de álcool acima do permitido. Ela teria confessado também que usava o celular no momento do atropelamento. Na data do acidente, Talita estava com a carteira suspensa por excesso de pontos na carteira de habilitação

Raul Fernando Nantes, de 49 anos, Aline de Jesus Souza e Vanessa Lopes Relvas, ambas com 28 anos, morreram na hora. Uma das vítimas sobreviveu. 


Quando a prisão preventiva da jovem foi decretada a defesa de Talita argumentou que os requisitos para o seu cumprimento não existiam. O argumento da defesa era que a juíza que presidiu a audiência de custódia preferiu “atender o clamor social ao invés de cumprir o que determina a lei” e que Talita se comprometia a comparecer a todos os atos processuais. Além disso, a defesa também diz que ela não teve a intenção de matar e que, por isso, deveria responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor.

Por entender que não existiam motivos para a prisão, a defesa disse na época acreditar que a solução seriam medidas cautelares diferentes da prisão.

Ana Beatriz Azevedo, estagiária do R7*

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