Justiça concede liberdade provisória para motorista de aplicativo preso por injúria racial contra passageira
Alexandre Fiorelli Torrenchilhas, de 39 anos, terá que cumprir quatro medidas cautelares enquanto responde ao processo
São Paulo|Nayara Paiva, da Agência Record

Motorista de aplicativo, Alexandre Fiorelli Torrenchilhas, de 39 anos, que foi preso por racismo contra uma passageira, no último sábado (29), deve responder o processo em liberdade. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo ao R7, nesta terça-feira (2).
O condutor terá que cumprir quatro medidas cautelares enquanto fica em liberdade provisória. São elas:
a) compromisso de comparecimento aos atos do processo;
b) proibição de ausentar-se da Comarca, por mais de oito dias, sem prévia autorização Judicial;
c) compromisso de comparecimento mensal e obrigatório em Juízo para justificar suas atividades;
d) manter endereço atualizado nos autos.
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Relembre o caso
A produtora cultural, Marina Ribeiro Oliveira, de 21 anos, solicitou uma corrida entre os bairros Belém e Cidade Tiradentes, por volta das 11h35, que foi aceita por Alexandre Fiorelli Torrecilhas Passos Motta Silveira, de 39 anos.
De acordo com a vítima, em dado momento durante o trajeto, o condutor questionou se a mulher havia alterado o endereço do destino, pois alterou a quilometragem no visor do celular.
Alexandre começou a reclamar e disse que "sempre tem problemas com pessoas pretas, que a escravidão já acabou há muito tempo". Marina questionou a fala e tentou debater com o motorista, que irritado acelerou o veículo.
Na avenida Condessa Elizabeth de Robiano, 750, em frente à Escola Superior de Sargentos, a mulher exigiu a parada e os policiais que estavam pelo local conduziram os dois à delegacia.
O caso foi registrado no 30º Distrito Policial de Tatuapé, como preconceito de raça ou cor. Alexandre ficou preso e passou por audiência de custódia no domingo (30). Solicitamos o resultado ao Tribunal de Justiça de São Paulo.
Nas redes sociais, a produtora cultural agradeceu o apoio e a ampla divulgação do caso para visibilidade da atitude racista. Ela afirmou que a Uber a procurou e lamentou o ocorrido.
Em nota, a Uber afirmou ter desativada a conta do motorista da plataforma e repudiou qualquer situação e ato de discriminação racial. "A Uber não tolera qualquer forma de discriminação e a conta do motorista foi desativada da plataforma assim que recebemos a denúncia. Em casos dessa natureza, a empresa encoraja a denúncia tanto pelo próprio aplicativo quanto às autoridades competentes e se coloca à disposição para colaborar com as investigações, na forma da lei."













