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Justiça dá 24 horas para construtora fazer obras em prédio do Morumbi

Torres foram interditadas dia 19 pela Defesa Civil e moradores, desalojados. Prazo começa a valer quando condomínio for notificado

São Paulo|Mariana Rosetti, da Agência Record

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A Justiça determinou que a Construtora DMF faça as obras emergenciais no Condomínio Liberté Morumbi, na Vila Andrade, região do Morumbi, Zona Sul de São Paulo, em um prazo de 24 horas. As torres foram interditadas na tarde dia 19 pela Defesa Civil e os moradores, desalojados, sem previsão para liberação. 

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Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o prazo começa a valer a partir de quando o condomínio for notificado. O juiz Vincenzo Bruno Formica Filho também determinou que seja feita uma nova perícia por outro engenheiro para que, então, seja solicitada nova vistoria pela Defesa Civil. A partir do resultado, será avaliado se os moradores poderão retornar aos seus apartamentos.

Rachaduras e interdição


O Corpo de Bombeiros evacuou dois prédios devido as diversas rachaduras nas paredes dos edifícios. O condomínio está localizado na Rua Marie Nader Calfat, no Jardim Ampliação, na Vila Andrade, zona sul de São Paulo.

Os moradores acionaram os brigadistas às 16h05 desta terça-feira (19). Os bombeiros foram até o local e constataram as rachaduras. Os brigadistas evacuaram o prédio como uma medida preventiva de segurança e acionaram a Defesa Civil que irá realizar uma nova vistoria.


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Segundo a corporação, após a segunda perícia será possível identificar se há algum problema nas estruturas dos edifícios, e será avaliado a necessidade de evacuação permanente dos moradores.

A Defesa Civil da Cidade de São Paulo informou que foi acionada para vistoriar dois prédios em um condomínio na Vila Andrade. "Ambas as torres, de 12 pavimentos cada - sendo 8 pisos com 6 apartamentos, um térreo e 3 de garagem - foram interditadas e evacuadas preventivamente para realização de diagnóstico estrutural. Foram constatadas rachaduras nas edificações. A ação contou ainda com a presença de um engenheiro, agente vistor da subprefeitura, além do Corpo de Bombeiros."


A Defesa Civil afirmou que irá monitorar os edifícios e o processo de estabilização das torres interditadas.

Veja reposta a reposta da construtora na integra:

"A DMF encerrou nesta sexta-feira, 1 de março, o escoramento das torres do Condomínio Liberte Morumbi, que foram interditadas pela Defesa Civil. O trabalho para trazer estabilidade às torres foi feito em seis dias e acompanhado pelo Corpo de Bombeiros, que confirmou que desde que a obra começou não houve mais movimentação ou aumento das rachaduras encontradas nos prédios. Com o fim dessa fase, os responsáveis pelo condomínio solicitarão uma nova vistoria junto à Defesa Civil pedindo a desinterdição do local.

No edifício Nice, o escoramento com vigas foi feito do térreo ao quarto andar, enquanto na torre Dijon, ele iniciou no térreo e chegou ao oitavo andar. Agora, com o término dessa fase, será possível fazer uma avaliação técnica para verificar que tipo de obra será necessária para que os prédios sejam totalmente recuperados.

A construtora DMF realizou a obra por cautela e prevenção, sem assunção de culpa. Paralelamente, ela aguarda pela conclusão dos laudos oficiais para saber o que causou danos aos edifícios. A empresa reforça que em momento algum foi notificada a respeito desses possíveis danos estruturais que causaram a interdição e que situações dessa gravidade não ocorrem de forma inesperada. Assim, seguirá cooperando com as autoridades na investigação desta ocorrência."

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