Justiça Militar mantém prisão de PM que atirou em grávida e matou bebê
Caso aconteceu no Jardim Ângela, periferia da zona sul de São Paulo. A mulher chegou a ser levada para o PS M’Boi Mirim que constatou a morte do bebê
São Paulo|Kaique Dalapola, do R7

O policial militar que atirou em uma mulher de 22 anos grávida de 5 meses, e matou o bebê, na madrugada do último sábado (22), passou por audiência de custódia na manhã deste domingo (23). A decisão do TJM-SP (Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo) foi pela manutenção da prisão do PM.
O TJM converteu a prisão temporária em preventiva, o que significa que ele ficará preso até o julgamento. Inicialmente, o TJM informou que outro policial também foi preso na mesma ação, mas a informação foi corrigida pela assesoria do órgão.
O crime aconteceu, segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), depois de o condutor da motocicleta que a gestante estava na garupa ter supostamente desobedecido uma ordem de parada da PM e, ainda de acordo com a pasta, “quase atropelar um policial militar”.
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O caso foi no Jardim Ângela, periferia da zona sul de São Paulo. A mulher chegou a ser levada para o Pronto Socorro do Hospital Municipal Doutor Moysés Deutsch (o PS M’Boi Mirim), onde constatou a morte do bebê.
Após atirar na gestante e matar o bebê, os PMs levaram o condutor da motocicleta para o 47° DP (Capão Redondo) o acusando de ter desacatado os policiais. O homem, de 20 anos, foi liberado após assinar o boletim de ocorrência. Segundo a delegacia da Polícia Civil onde o caso foi registado, não tinha nada de ilegal na moto.
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Segundo a Polícia Militar, o responsável pelo disparo contra a mulher foi preso em flagrante pouco depois do crime e levado para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. Ele permanece por lá.














