Justiça nega novo pedido de liberdade de padrasto de Joaquim
Guilherme Longo, principal suspeito do crime, deve ficar preso até conclusão do inquérito
São Paulo|Do R7

Guilherme Longo, padrasto e principal suspeito da morte de Joaquim, encontrado morto em um rio em 10 de novembro após cinco dias desaparecido, vai permanecer preso. Nesta segunda-feira (16), o Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de revogação de prisão de Longo. Com a decisão, o suspeito deve permanecer detido e, Barreros, interior de São Paulo, até a conclusão do inquérito.
De acordo com a decisão da juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos da 2ª Vara do Júri e das Execuções Criminais, como "há indícios de autoria e materialidade em relação ao crime", o pedido de revogação da prisão não se justifica. Ainda segundo o texto, "o fato do requerente ser primário não se mostra suficiente para garantir" a liberdade de Longo.
A juíza argumenta também que por causa da "repercussão social" do crime, caso seja solto, Longo pode tentar fugir. Além disso, segundo Isabel, novas diligências podem ser necessárias para a conclusão do inquérito policial e a prisão temporária do padrasto de Joaquim é, dessa forma, "imprescindível para a continuidade das investigações".
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Há quase um mês, no dia 18 de novmebro, a juíza já havia negado um pedido de revogação da prisão de Longo e no dia 9 de dezembro Isabel aceitou a prorrogação da prisão do padrasto e de Natália Mingoni, mãe de Joaquim. No entanto, após passar um mês na cadeia, Natália foi colocada em liberdade. O advogado Francisco Angelo Carbone Sobrinho entrou com o pedido de habeas corpus no TJ e o desembargador Péricles Piza, da 1ª Câmara Criminal decidiu que a suspeita deveria ser solta já que "nada de concreto aponta para a manutenção da custódia".













