Justiça nega pedido de anulação de julgamento de Cepollina
Advogada foi considerada inocente da morte do coronel Ubiratan
São Paulo|Do R7

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou recurso com pedido de anulação do julgamento da advogada Carla Cepollina, absolvida da acusação de assassinato do coronel Ubiratan Guimarães, em 2006.
Os três desembargadores que julgaram o recurso, protocolado pelo promotor João Carlos Calsavara no dia 13 de junho de 2013, mantiveram a decisão dos jurados que absolveram Carla Cepollina por unanimidade.
Com isso, o TJ de São Paulo manteve a decisão dada na primeira instância, mas ainda cabe recurso nos tribunais superiores (STJ e STF).
No julgamento, encerrado em 7 de novembro de 2012, no Fórum Criminal da Barra Funda, os jurados decidiram que Carla Cepollina é inocente por negativa de autoria e insuficiência de provas.
No dia da absolvição, Calsavara afirmou que a defesa estava bem preparada e acredita que o episódio do Carandiru, quando uma ação da polícia dentro do presídio vitimou 111 detentos, contou para este resultado — segundo ele, o coronel era uma pessoa estigmatizada.
Guimarães foi o comandante da invasão do presídio e chegou a ser condenado pela Justiça a 632 anos de prisão, mas foi absolvido pelo órgão especial do TJ-SP. Ubiratan era deputado estadual à época da morte.
O coronel foi encontrado morto em 10 de setembro de 2006 em seu apartamento, nos Jardins, em São Paulo. Com base na investigação policial, o MP (Ministério Público) acusou Carla de ter atirado no namorado após uma briga entre o casal motivada por mensagens de celular trocadas com uma suposta amante, a delegada federal Renata Azevedo dos Santos Madi.
Os três dias de julgamento foram marcados por momentos de tensão no plenário do fórum. No último dia, a defesa de Carla Cepollina lançou dúvidas sobre a data e o horário do assassinato do coronel.
Segundo os advogados da acusada, o coronel foi assassinado no domingo pela manhã, 10 de setembro de 2006, contrariando a tese da acusação de que o crime teria ocorrido por volta das 19h do sábado, horário em que Carla Cepollina estava no apartamento da vítima.














