Justiça nega pedido de ex-PM Mizael Bispo para retomar posse de armas

Condenado a mais de 20 anos por morte de Mércia Nakashima, sua ex-namorada, queria reaver pistola 380 e revólver 38 que possuía antes do crime

Mércia foi assassinada em 2010

Mércia foi assassinada em 2010

Arquivo Pessoal

A Justiça de São Paulo negou o pedido feito pelo ex-policial militar Mizael Bispo de Souza para retomar a posse de duas armas apreendidas logo após a morte de sua ex-namorada, a advogada Mércia Nakashima, em 2010, em Guarulhos (Grande São Paulo).

Mizael queria reaver a pistola calibre 380 e o revólver calibre 38 que possuía antes do assassinado da advogada. Conforme perícia feita à época do crime, Mércia não foi morta por nenhuma dessas duas armas, mesmo assim o revólver e a pistola ficaram apreendidos.

O ex-namorado da advogada foi condenado em 2013 a pena de 20 anos de prisão. Ele segue preso na Penitenciária de Tremembé, que é considerada o "presídio dos famosos", por concentrar os detentos condenados por crimes midiáticos.

Em junho de 2017, a Justiça reviu a pena do ex-PM. Os desembargadores levaram em conta outros agravantes que não haviam sido considerados na primeira condenação elevaram a pena para 22 anos e 8 meses.

vigia Evandro Bezerra também foi condenado, a pena de 18 anos e 8 meses, por ter auxiliado Mizael no assassinato da advogada. Na mesma revisão feita em 2017, no entanto, os desembargadores reduziram a pena do vigia para 17 anos e 6 meses.