Justiça nega recurso e mantém pena de 30 anos para líder do PCC
Marcola pediu a absolvição ou redução de pena, alegando falta de provas e afirmando que ele já responde pelo crime de associação criminosa
São Paulo|Fabíola Perez e Márcio Neves, do R7

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou, nesta quarta-feira (8), um recurso de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e manteve a condenação em mais de 30 anos de prisão ao líder da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
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No recurso feito à Justiça, os advogados do líder do PCC pediam a absolvição ou redução de pena, alegando falta de provas e afirmando que ele já responde pelo mesmo crime em outro processo.
A decisão de negar o recurso foi tomada durante votação, por unanimidade, na 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
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O processo em que Marcola entrou com recurso foi aberto em decorrência da "Operação Ethos", que identificou a "sintonia das gravatas", em que cerca de 40 advogados participavam da organização criminosa.
"A 'sintonia das gravatas', composta por advogados e estagiários de direito, que ficariam à sua disposição, e seriam remunerados com recursos provenientes das atividades criminosas da facção, para a realização de tarefas que iam além da defesa jurídica", afirmou os investigadores à Justiça no processo.
Além disto, ainda segundo a investigação, esses advogados eram utilizados para cooptar agentes públicos, prestar assistência a familiares de presos, organizar e pagar serviços médicos para detentos vinculados e até transmitir mensagens entre presídios ou para fora deles.
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Somadas, todas as condenações chegam a mais de 300 anos de prisão e, em março, Marcola, foi transferido do presídio federal em que cumpria pena, em Porto Velho, Rondônia, para o presídio federal de Brasília.
No dia 13 de fevereiro, Marcola e outros 21 presos líderes do 1° e 2° escalão da facção criminosa já haviam sido transferidos de São Paulo para uma penitenciária de Rondônia.
Na época, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que a medida era estratégica para o isolamento de lideranças e fundamental para o enfrentamento e o desmonte de organizações criminosas.
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A morte de Cláudio Roberto Ferreira, conhecido como Galo, suspeito de ter ligações com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), pode ter ocorrido por vingança dentro da organização criminosa que envolve outros membros da liderança. Só em 2018, quatro importantes integrantes foram eliminados: Gegê do Mangue, Paca, Waganinho e Galo. Execuções interligadas por uma disputa dentro do PCC

























