Justiça nega regime semiaberto para ex-promotor que matou a mulher grávida de sete meses
Ele foi condenado a mais de 16 anos de prisão, ficou oito anos foragido e foi preso em 2009
São Paulo|Do R7

A 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté negou o pedido de progressão ao regime semiaberto para o ex-promotor de Justiça Igor Ferreira da Silva. Ele foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão e ficou detido em 1998 por apenas 47 dias. Em seguida, o ex-promotor desapareceu e ficou foragido por 11 anos.
De acordo com a decisão da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, “há de ser sopesado em seu desfavor a prática de crime de inequívoca gravidade, que vitimou sua esposa, grávida na ocasião, cuja autoria insiste em negar utilizando-se de argumentos que não se coadunam com a realidade fática”.
A questão não levou em conta apenas a boa conduta carcerária do ex-promotor. O preso, segundo a Justiça, vai ter que provar que tem condições para "usufruir um regime mais favorável".
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O caso
Segundo um despacho do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que negou liberdade ao ex-promotor, Patrícia Aggio Longo, então com 27 anos e grávida havia sete meses, foi morta com dois tiros na cabeça na estrada do condomínio Shangrilá, em Atibaia (64 km de São Paulo). Ela chegou a ser socorrida mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Ela morreu dentro do carro do casal, uma picape Dodge. A versão do ex-promotor Igor é a de que, ao passarem por um caminho de terra batido, na entrada do condomínio, foram surpreendidos por um ladrão, que a levou como refém e atirou nela. Igor disse ter sido abandonado na estrada.
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A Procuradoria-Geral de Justiça denunciou o promotor por homicídio qualificado — quando se mata alguém sem dar à vítima possibilidade de defesa e por aborto. Por ser promotor de Justiça, ele foi julgado no Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, composto por 25 desembargadores. O julgamento aconteceu no dia 18 de abril de 2001 e ele foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão, além de perda do cargo.
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