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Justiça ouve 20 pessoas em audiência sobre morte de zelador esquartejado

A vítima foi assassinada no dia 30 de junho; casal de vizinhos é suspeito

São Paulo|Do R7

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O zelador foi assassinado no dia 30 de junho na Casa Verde
O zelador foi assassinado no dia 30 de junho na Casa Verde

A Justiça de São Paulo ouviu cerca de 20 pessoas em audiência sobre o caso da morte do zelador Jezi Lopes da Silva, de 63 anos, no Fórum da Barra Funda, zona oeste da capital, nesta terça-feira (7).

A audiência de instrução, termo usado pela Justiça, começou às 13h30 e deve definir se o publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, de 47, e a mulher dele, a advogada Ieda Cristina Cardoso da Silva Martins, de 42, irão, ou não, enfrentar o Júri Popular.


Segundo assessoria de imprensa do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), até as 22h, restavam ser ouvidas outras dez pessoas, incluindo o casal. As outras testemunhas são vizinhos e empregados do condomínio, entre outros.

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Os dois suspeitos pelo crime ainda não haviam prestado depoimento. Martins, que confessou ter assassinado o zelador, está presente na audiência. Enquanto sua mulher Ieda está presa em Bangu, no Rio de Janeiro, onde responde por outro crime. A advogada acompanha o procedimento por meio de uma teleaudiência.

O caso


O zelador Jezi Lopes da Silva desapareceu no dia 30 de junho, na Casa Verde, zona norte da capital. No dia do crime, vizinhos disseram ter ouvido uma discussão entre o zelador e o publicitário no prédio. Pouco tempo depois, Martins e Ieda foram vistos descendo com uma mala. Eles alegaram que a mala estava cheia de roupas que seriam doadas para uma igreja.

De acordo com a polícia, o corpo dele foi levado a Praia Grande, no litoral sul do Estado, dentro de uma mala. Três dias depois do desaparecimento, os investigadores foram até o prédio e descobriram que o pai do publicitário tem uma casa no litoral. Eles foram ao local e encontraram o suspeito Martins tentando queimar o corpo do zelador em uma churrasqueira.


O publicitário teria esquartejado o corpo da vítima com um serrote encontrado na casa. O acusado também teria espalhado partes do corpo pela residência, em sacos plásticos. Outras partes teriam sido queimadas na churrasqueira e algumas, enterradas. Martins ainda teria jogado cal em alguns pedaços do idoso para evitar mau cheiro.

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