Logo R7.com
RecordPlus

Lei que determina "licitações sustentáveis" é sancionada em SP

Texto da lei cita diretrizes para que as futuras compras de serviços e bens para a gestão municipal tenham consumo responsável e reutilização

São Paulo|Gabriel Croquer*, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Lei prevê
portal no site da prefeitura, com informações
de produtos reutilizáveis
Lei prevê portal no site da prefeitura, com informações de produtos reutilizáveis

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), sancionou na última quarta-feira (8) a lei n° 17.260, que determina o respeito aos recursos naturais e a sustentabilidade em licitações (processo de compra de serviços e bens para o poder público) na capital paulista. 

De acordo com a medida, as futuras licitações da gestão municipal devem considerar a sustentabilidade pela análise dos produtos, desde sua extração até o descarte. Da mesma forma, a execução e o planejamento dos processos têm que ponderar a questão, com estímulos "à redução do consumo" e "à análise do ciclo de vida dos produtos".


Para isso, a lei propõe o uso da inovação e tecnologia, em objetos que diminuam os gastos com energia e reduzam o desperdício de recursos. O texto lista, entre outros equipamentos, geradores de energia solar, sistemas de reutilização da água e objetos recicláveis, reaproveitados ou biodegradáveis.

Leia também

Em seu primeiro artigo, a determinação considera a necessidade deste tipo de licitação para que se faça o "uso racional de produtos com menor impacto negativo". A lei prevê que os gestores declarem, nas motivações para as licitações, que houve busca prévia por soluções sustentáveis.


O texto, que já entrou em vigor, foi proposto pelo vereador Caio Miranda (PSB), junto com Gilberto Natalini (PV) e Xexéu Trípoli (PV). A aplicação da medida deve ser regulamentada em até 90 dias pelo Poder Executivo Municipal.

Banco de produtos para licitações sustentáveis


A iniciativa ainda determina a criação de um portal na página online da prefeitura, que terá, entre outras atribuições, a de servir como um banco de produtos ociosos que não foram utilizados em outras licitações, para que sejam reaproveitados em novos projetos.

Assim, antes de iniciar o processo de licitação, os órgãos da gestão municipal devem verificar a possibilidade da reutilização destes produtos nesta plataforma, que terá sua base de dados abastecida mensalmente pelas entidades da capital paulista, conforme o texto da lei. 


R7 Estúdio- Sobrevivendo na mata: Conheça duas comunidades que passam por ameaças e dificuldades em áreas preservadas no litoral paulista

O portal também deve reunir exemplos das futuras "licitações sustentáveis" realizadas na capital, boas práticas e ações de conscientização ambiental.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Ana Vinhas

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.