Linhas de trem têm operação afetada por greve; SP registra mais de 1.400 km de lentidão
Percurso nos trechos fechados das linhas 11, 12 e 13 está sendo feito por ônibus estacionados em frente às estações
São Paulo|Do R7, com Estadão Conteúdo
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As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, atualmente operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), estão com as operações afetadas na manhã desta terça-feira (4) por conta de uma greve dos ferroviários.
Por causa da greve, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta terça-feira, liberando o acesso de carros e caminhões com placas final 3 ou 4, nos horários entre 7h e 10h e entre 17h e 20h, no centro expandido.
A cidade registrou mais de 1.000 km de congestionamentos. Por volta das 10h10, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que a cidade tinha 1.416 km de lentidão. As zonas sul e leste eram as mais afetadas.
Trânsito na cidade (10h10):
-Zona norte: 185 km de lentidão
-Zona Oeste: 338 km de lentidão
-Centro: 103 km de lentidão
-Zona Leste: 358 km de lentidão
-Zona Sul: 432 km de lentidão
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Linhas de trem têm operação afetada
Por volta das 10h10, as linhas 11-Coral e 12-Safira estavam com operação parcial e a linha 13-Jade permanecia paralisada. O percurso nos trechos fechados está sendo feito por ônibus estacionados em frente às estações.
A linha 11-Coral liga as estações Palmeiras-Barra Funda com a Estudantes, em Mogi das Cruzes. A linha 12-Safira conecta a zona central da capital, no Brás com a zona leste da cidade e municípios como Itaquaquecetuba e Poá, na Grande SP.- A Linha 13-Jade é uma das vias entre São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Situação das linhas afetadas, segundo a CPTM:
- Linha 11-Coral: operação parcial (circulação interrompida entre as estações Estudantes e Guaianazes).
- Linha 12-Safira: operação parcial (circulação interrompida entre as estações Calmon Viana e Engenheiro Goulart).
- Linha 13-Jade: operação paralisada.
Outras linhas
De acordo com o governo do Estado, as Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa permanecem em operação regular ao longo desta terça-feira, bem como todo o sistema metroviário, incluindo as linhas administradas pelo Metrô e pelas concessionárias.
Segundo o Metrô, as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô e a linha 15-Prata do monotrilho amanheceram com Operação Especial para minimizar os impactos da greve dos ferroviários nas linhas 11, 12 e 13. Já as linhas 4-Amarela, 5-Lilás iniciaram o funcionamento com operação normal.
Uma interferência na estação Sacomã da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo provocou a redução de velocidade e o maior tempo de parada na região durante a manhã. De acordo com o Metrô, houve uma falha nas portas de plataforma da estação, que já foi solucionada.
Grevistas querem reestatização de linhas
Funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade entraram em greve à 0h desta terça-feira por tempo indeterminado.
Os ferroviários reivindicam a reestatização das três linhas, que foram concedidas à iniciativa privada, além da garantia de que os trabalhadores não serão demitidos após os ramais passarem a ser de responsabilidade da concessionária TriviaTrens.
“A nossa principal reivindicação é a garantia da manutenção dos empregos das linhas 11, 12 e 13”, afirmou Luiz Barbosa Neto Junior, uma das lideranças sindicais.
A CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.
Na segunda-feira, 3, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil chegaram a ser chamados para uma reunião com membros do governo de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes. As conversas, no entanto, não foram suficientes para demover os trabalhadores de paralisar as atividades.
Em nota, a CPTM e o governo afirmaram lamentar a decisão do sindicato. “Na reunião realizada nesta segunda-feira, entre representantes do governo e do sindicato, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais”, diz trecho do comunicado.
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