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Livrar seguranças de punição fez parte de negociação para cancelamento de greve no metrô, diz sindicato

Estado de greve foi retirado mas categoria continua mobilizada

São Paulo|Do R7

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Metroviários decidem não entrar em greve após assembleia na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo
Metroviários decidem não entrar em greve após assembleia na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo

Em assembleia geral, os metroviários decidiram suspender a greve marcada para esta terça-feira (28). O presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres, afirmou que o estado de greve foi retirado, mas que a categoria continua mobilizada.

Prazeres disse que o Metrô retirou as punições aos trabalhadores do Pátio Capão Redondo e aos do PIT (Pátio Itaquera). A repreensão decorre de um incidente em que uma funcionária compareceu ao trabalho com uma peça a menos do uniforme, o que teria ocasionado a sua demissão. Na ocasião, os trabalhadores interferiram em favor da garota.


— O metrô recuou e retirou a punição, o que também contribuiu para a retirada da greve.

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A equiparação salarial concedida a 1.118 funcionários também contribuiu para a decisão, porém os 840 trabalhadores considerados pela empresa como "não elegíveis" terão seus casos analisados por um Núcleo no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).


— Os pintores e serralheiros não foram equiparados, por exemplo. Isso já tem oito meses.

A próxima reunião da categoria será realizada na quinta-feira (30) às 14h na sede do TRT, na qual será definido o cronograma de reivindicações com a empresa.


Deliberação

Durante a tarde desta segunda-feira (27), representantes do Metrô de São Paulo se reuniram com o Sindicato dos Metroviários em uma audiência de conciliação, realizada no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) - SP da 2ª Região. A reunião terminou sem acordo e, logo em seguida, os representantes do sindicato realizaram uma assembleia geral junto a trabalhadores para decidir sobre a greve.

Na pauta de reivindicações da categoria estão questões como equiparação salarial, adicional de periculosidade a determinadas funções e punições de alguns trabalhadores, as quais não foram contempladas no acordo realizado em 2013, cujo prazo continua vigente.

Segundo nota publicada no site do sindicato, a ameaça de greve “se deve ao fato do Governo do Estado e o Metrô não cumprirem o acordo das negociações coletivas do ano passado”. 

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