Mães da Sé programam ato para lembrar o Dia Internacional da Criança Desaparecida
Manifestação pretende ainda chamar a atenção das autoridades sobre o tema
São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

O Movimento Mães da Sé realiza, neste sábado (25), no centro de São Paulo, uma caminhada para lembrar o Dia Internacional da Criança Desaparecida. O ato pretende ainda chamar a atenção do poder público para o tema. Maria de Fátima Lopes, coordenadora de projetos da ONG (Organização Não Governamental), afirma que nem sempre há, por parte das autoridades, uma busca imediata pelos desaparecidos. Esse será um dos pontos apresentados durante o protesto.
— A gente quer a questão da busca imediata, que não existe. Quanto mais rápido começa a procurar uma criança e um adolescente, mais fácil você localiza.
Na manifestação, serão colhidas ainda assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, que pede a adoção de medidas que tornem mais efetiva a procura por pessoas desaparecidas no País.
Antes do ato, as mães participam de uma solenidade na Câmara Municipal, programada para as 10h. Em seguida, caminham até a praça da Sé, onde acontece a manifestação.
Segundo dados do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa), diariamente, são registrados em média 60 desaparecimento de pessoas no Estado de São Paulo. Por ano, são cerca de 22 mil ocorrências do tipo, sendo 9 mil referentes a crianças e adolescentes.
Dia estadual
Paralelo à data internacional, há ainda o Dia Estadual da Criança e do Adolescente Desaparecido, instituído em 25 de maio do ano passado, pelo Decreto Nº 58.074. Na mesma ocasião, foi lançado o programa São Paulo em Busca das Crianças e Adolescentes Desaparecidos, que implementou medidas voltadas para a prevenção e localização de pessoas no Estado.
Na sexta-feira (24), a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência realizou, em sua sede, palestras sobre o tema. O evento reuniu a titular da pasta, Linamara Rizzo Battistella; a diretora do DHPP, Elisabete Sato; a titular da Delegacia de Investigação sobre Pessoas Desaparecidas, Maria Helena do Nascimento; a coordenadora do Projeto Caminho de Volta, Gilka Gattás, entre outros.
Durante o encontro, foram exibidos os recursos tecnológicos usados na busca por desaparecidos em São Paulo, como o Projeto Envelhecimento de Fotos e tecnologia de imagens em 3D. Foi falado ainda sobre o banco de DNA do Projeto Caminho de Volta, desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em parceria com a Secretaria de Segurança Pública.















