Mais de 700 presos seguem nas ruas após fuga em massa em SP

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, 1.375 presos fugiram de três presídios de regime semiaberto, e 611 já foram recapturados

Presos fugindo em Mongaguá

Presos fugindo em Mongaguá

Reprodução

A última atualização da SAP-SP (Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo) sobre as rebeliões nos presídios que São Paulo que aconteceram na última segunda-feira (16) aponta que 1.375 presos conseguiram fugir de três presídios de regime semiaberto no Estado, e 611 já foram recapturados — 764 seguem foragidos.

Exclusivo: há um mês, presos relataram problemas em Mongaguá

De acordo com a pasta, as fugas aconteceram nos CPPs (Centros de Progressão Penitenciária) de Mongaguá, Tremembé e Porto Feliz. Também houve registro de rebelião na ala de semiaberto da Penitenciária I de Mirandópolis, mas nesta não teve fuga.

Segundo a secretaria, o presídio de Porto Feliz, que fica a cerca de 120 km de São Paulo, foi a que mais teve fuga: 594. Destes, 201 foram recapturados. A unidade de Mongaguá, na Baixada Santista, teve 563 fugas, e 201 já fora recapturados. Enquanto na unidade de Tremembé, a cerca de 150 km da capital paulista, 218 presos fugiram e, até o momento, 112 fora detidos novamente.

A Secretaria de Administração Penitenciária afirma que os movimentos nos presídios de São Paulo aconteceram devido à suspensão da saída temporária (saidinhas) como medida do governo para previnir a propagação do coronavírus. Os presos que cumprem regime semiaberto deixariam as prisões nesta terça-feira (17).

"A medida foi necessária, pois o benefício contemplaria mais de 34 mil sentenciados do regime semiaberto que, retornando ao cárcere, teriam elevado potencial para instalar e propagar o coronavírus em uma população vulnerável, gerando riscos à saúde de servidores e de custodiados", disse a pasta.