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Manifestantes bloqueiam Paulista em ato contra Cunha

O grupo desceu a avenida Brigadeiro Luiz Antônio até o Parque Ibirapuera, na zona sul de SP

São Paulo|Do R7, com Agência Record e Agência Brasil

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Manifestantes realizam ato pela saída do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara
Manifestantes realizam ato pela saída do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara

Cerca de 1.500 manifestantes protestam na avenida Pedro Álvares Cabral, perto do Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, na tarde deste domingo (8). O ato, intitulado “Fora Cunha, não ao ajuste”, é contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PDMB-RJ).

A manifestação começou por volta das 14h30 no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na avenida Paulista. Segundo a Polícia Militar, o protesto acontece de forma pacífica. De acordo com a PM, o grupo desceu a avenida Brigadeiro Luiz Antônio e caminhou até o parque Ibirapuera. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que todas as faixas da Paulista ficaram bloqueadas no sentido Paraíso.


O protesto de lançamento da Frente Povo Sem Medo também é contra o ajuste fiscal. Representantes de 27 movimentos sociais fizeram discursos em cima de um trio elétrico, antes de iniciar uma marcha rumo ao Ibirapuera.

Guilherme Boulos, um dos organizadores, justificou que o ato também defende a saída de Cunha por causa das medidas “antipopulares e conservadoras” tomadas pelo parlamentar.


— Somos contra o ajuste fiscal porque ele está cortando os direitos trabalhistas, está cortando os programas sociais e está fazendo o trabalhador pagar a conta pela crise [econômica brasileira].

Com faixas e cartazes de movimentos sociais, com participação, principalmente, de ativistas do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), a marcha seguiu o carro do trio elétrico, provocando morosidade nas ruas próximas da avenida Paulista.


Em Brasília, cerca de 100 manifestantes ocupou parte do gramado em frente ao Congresso Nacional. Eles também reivindicam a saída de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados e protestam contra o ajuste fiscal do governo.

O grupo é o mesmo que há alguns dias entrou em confronto com outros manifestantes do Movimento Brasil Livre, que está acampado no mesmo gramado pedindo o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Para evitar novos confrontos, a Polícia Militar formou um cordão de isolamento entre as duas manifestações e escoltou a descida dos ativistas que compõem a Frente Povo Sem Medo.


Apesar de alguns relatos de provocações de ambas as partes, o protesto aconteceu sem confrontos entre os dois grupos. Um incidente entre manifestantes que compunham a frente, que iniciaram uma briga envolvendo três pessoas, terminou com três manifestantes detidos. O coordenador do grupo, Eduardo Borges, no entanto, disse “desconhecer” os envolvidos.

De acordo com a coordenadora nacional do MTST, Maria Almeida, o objetivo da manifestação não era provocar o grupo contrário e sim “dizer que o povo não vai pagar a conta pela crise”, além de protestar contra a “criminalização dos movimentos sociais” e defender “a saída do Cunha”.

— Do nosso ponto de vista de movimentos sociais, eles [grupo pró-impeachment] têm o direito de estar aqui. Nós somos um movimento pacífico”, disse. Segundo ela, o ato não era a favor do governo, nem em defesa da presidenta Dilma Rousseff. “Nossa pauta é essa, o governo que pegue a parte que lhe cabe.

Coordenador do Movimento Brasil Livre, Alexandre Paiva, também considerou que o protesto da Frente Povo Sem Medo é um “direito democrático de livre manifestação”, e disse acreditar que a polícia seria suficiente para manter o clima de paz.

— Hoje as lideranças disseram que vão ficar pacificamente. Esperamos que siga assim e depois voltem para as casas deles. Nós vamos ficar indefinidamente, até que o processo de impeachment seja colocado em votação.

Coordenando os trabalhos da PM, o tenente-coronel Rodrigues Ferreira disse ter conversado com as lideranças de ambos os lados para garantir que não houvesse confrontos.

— A Esplanada é livre. Há uma área de segurança nacional que não pode ser ultrapassada, mas até aqui a Constituição está sendo respeitada. Todos são livres para se manifestar.

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