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Manifestantes fecham avenida Mateo Bei, na zona leste, em protesto contra mortes em desabamento

Acidente aconteceu no dia 27 de agosto; dez pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas

São Paulo|Do R7

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Prédio em construção na zona leste desabou no dia 27 de agosto. Dez pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas
Prédio em construção na zona leste desabou no dia 27 de agosto. Dez pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas

Entre 300 e 400 pessoas fecharam a avenida Mateo Bei, em São Mateus, zona leste de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (6). A Polícia Militar chegou a falar em 1.000 manifestantes, mas corrigiu a informação.

Segundo a PM e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), elas estavam concentradas na altura da rua Margarida Cardoso dos Santos desde as 8h e estava prevista uma manifestação para as 10h. 


O ato, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil, lembra as mortes no prédio em construção que desabou na região no dia 27 de agosto e é contra as irregularidades nas construções civis. O acidente matou dez pessoas e deixou mais de 20 feridas. 

Na última quarta-feira, o engenheiro Alfredo Consiglio Carrasco, coordenador de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Subprefeitura de São Mateus, na zona leste da capital paulista, depôs na Comissão de Política Urbana da Câmara de São Paulo. Ele culpou a falta de estrutura do órgão pela não fiscalização da obra que desabou.


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Funcionário público municipal desde 1991 e lotado há cinco anos em São Mateus, Carrasco também disse que estava no cargo "a contragosto" e que faltam fiscais no órgão, no qual estão lotados sete agentes vistores.

— Dois precisam fazer [a fiscalização das] feiras. Há falhas gritantes [no trabalho de fiscalização].


Ele disse ainda que nunca passou pela obra que desabou e que estava embargada pela prefeitura.

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