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Meninas foram violentadas e mortas há quase um mês, diz polícia

Um dos presos nesta sexta confessou crime e afirma ser maníaco sexual

São Paulo|Gustavo Basso, do R7

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As duas meninas foram enterradas nesta sexta-feira no cemitério da Saudade, na zona leste de São Paulo
As duas meninas foram enterradas nesta sexta-feira no cemitério da Saudade, na zona leste de São Paulo

Adrielly Mel Severo Porto e Beatriz Moreira dos Santos, as duas meninas de três anos encontradas mortas em um veículo no dia 12 de outubro, foram enterradas na manhã desta sexta-feira (20). Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil em coletiva de imprensa, as crianças teriam sido violentadas e assassinadas no dia 24 de setembro.

Marcelo Pereira de Souza, que confessou o crime após o depoimento da esposa, e Everaldo de Jesus Santos, conhecido como Val, foram presos na manhã desta sexta-feira (20).


Segundo Ana Paula Rodrigues, delegada titular da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra a Criança e o Adolescente, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), a Polícia Civil investigava o caso desde 25 de setembro, um dia após o desaparecimento das meninas.

Delegada Ana Paula Rodrigues, que comandou investigação do caso
Delegada Ana Paula Rodrigues, que comandou investigação do caso

Souza e Santos foram encontrados na semana passada por policiais militares que atendiam a uma denúncia de um caso de cárcere privado e tortura. Ambos foram acusados por um tribunal do crime de serem os autores da morte das duas meninas. Segundo a delegada, a ação dos PMs impediu a morte dos dois homens. Após serem ouvidos e liberados pela polícia eles passaram a ser monitorados, diz Ana Paula.


A delegada conta ainda que após isso a esposa de Marcelo foi chamada para prestar depoimento e contou que no dia seguinte ao crime ele confessou a ela que havia sequestrado matado e violentado as meninas na companhia do amigo Everaldo. "Após isso não restava outra opção a ele senão a confissão", disse a delegada.

Segundo relato de Souza, ele e Santos estavam em um bar no dia 24 de setembro e embriagados confessaram ter atração sexual por crianças do sexo feminino. O réu confesso se definiu aos policiais como maníaco sexual e que desde o nascimento da filha de quatro anos não dá banho nela por medo de uma “recaída”. Segundo a delegada ele atribui a isso o fato de ter sido violentado aos os 12 anos por um primo.


Ainda de acordo com a confissão de Souza, eles atraíram as meninas para o barraco de Santos oferecendo doces. Lá dentro teriam asfixiado e estuprado as duas crianças já mortas. As investigações da Polícia Científica confirmam a asfixia por meio da análise dos dentes das meninas.

Na mesma noite os dois teriam levado corpos das meninas até uma Fiorino roubada com placa de Ibiúna que estava escondida em um terreno baldio próximo.


"O Everaldo ainda teria ido checar se o carro continuava lá antes de levar os corpos. Depois de deixá-las, eles deixaram a porta do veículo entreaberta para não fazer barulho e atrair atenção dos vizinhos", narra a delegada à frente das investigações. Segundo ela eles fizeram durante a noite para não serem vistos.

Everaldo do Santos prestou depoimento na sede do DHPP e até o fechamento desta reportagem não confessou o crime.

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