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Método da Sabesp de tratar água durante a crise não atinge meta

Instalação de membranas ultrafiltrantes eram para ampliar a produção de água potável

São Paulo|Do R7

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Membranas custaram R$ 26,5 milhões
Membranas custaram R$ 26,5 milhões

Contratada de forma emergencial por R$ 26,5 milhões há um ano, a instalação de membranas ultrafiltrantes para ampliar a produção de água potável durante a crise hídrica não atingiu 40% da capacidade de tratamento anunciada pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) no Sistema Rio Grande, braço da represa Billings.

Em setembro de 2014, a Sabesp anunciou que as membranas aumentariam a produção da ETA (Estação de Tratamento de Água) Rio Grande, em São Bernardo do Campo, de 5.000 para 5.500 litros por segundo, o que seria suficiente para abastecer ao menos 150 mil pessoas que eram atendidas pelos Sistemas Cantareira e Alto Tietê, que já se encontravam em situação crítica.

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Os boletins diários divulgados pela Sabesp sobre a operação dos mananciais que abastecem a Grande São Paulo mostram, contudo, que, mesmo após a instalação das membranas, a produção média do Rio Grande não passou de 5.160 l/s entre janeiro e junho deste ano, quando a crise se agravou, embora o nível da represa tenha chegado próximo de 100% da capacidade em março.

Segundo a Sabesp, os equipamentos contam com reatores biológicos capazes de remover partículas sólidas com diâmetro mil vezes menor que um fio de cabelo, um processo de tratamento mais rápido que o método convencional. A instalação foi feita pela empresa Xylem Brasil Soluções para Água Ltda, em três meses, em uma área de 400 metros quadrados no pátio de manobra da ETA.

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O contrato foi assinado em junho de 2014 sem licitação, e contestado por um relatório de fiscalização do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Para fiscais do órgão, a emergência alegada pela Sabesp "deu-se por inércia da administração, que não demonstrou planejamento e celeridade convenientes para instaurar, em tempo hábil, o certame licitatório".

Em nota, a Sabesp informou que "as membranas estão em pleno funcionamento, produzindo 500 l/s e não há problemas na instalação". Segundo a empresa, "as variações de produção se devem a decisões de gerenciamento do sistema integrado" e a "ampliação da produção garante ainda o abastecimento para o futuro, conforme o aumento da demanda na região". Procurada, a Xylem não se manifestou.

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Guarapiranga

Na segunda-feira (8), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou a instalação de novas membranas ultrafiltrantes na ETA Alto da Boa Vista, do Sistema Guarapiranga. O objetivo é ampliar em 1 mil litros por segundo a produção de água no local até o mês que vem, para diminuir ainda mais a dependência do Cantareira. O investimento é de R$ 41,5 milhões, também sem licitação.

No fim de 2014, a Sabesp já havia concluído a instalação das primeiras membranas na Guarapiranga, o que possibilitou o aumento da produção de 14 mil para próximo de 15 mil l/s e o socorro a bairros atendidos pelo Cantareira. Nos dois casos, a instalação foi feita pela empresa Centroprojekt. "É um processo de filtração rigorosíssimo. A água já sai limpa e diminui o tratamento químico", disse Alckmin.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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