Metroviários tentaram negociar pedido de aumento para evitar greve
Categoria diminuiu pedida de 35,47% para 16,5%, mas governo ofereceu aumento de 8,7%
São Paulo|Do R7, com Agência Record

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo confirmou que pediu, inicialmente, um reajuste de 35,47% nos salários ao governo do Estado de São Paulo a fim de evitar a paralisação desta quinta-feira (5). Sem acordo com o governo Alckmin, a categoria decidiu reduzir a proposta para 16,5% de aumento na última quinta-feira (4).
Mesmo assim, o governador Geraldo Alckmin recusou a reivindicação e ofereceu aumento de 8,5%, acima da inflação de 5,2% de maio de 2013 a maio de 2014, segundo ele.
A proposta inicial do sindicato era de 35,47% de aumento porque o porcentual equivale a 7,95% de inflação, correspondente ao IGP-M, mais 25,5% de produtividade por causa das perdas dos metroviários nos últimos três anos por conta do aumento da população.
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A nova proposta de 16,5%, elaborada ontem, contém um porcentual correspondente a 7,95% de inflação, mais 8,5% de produtividade (equivalente a perda dos metroviários no último ano apenas).
Pessoas inabilitadas
As linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha operam parcialmente nesta quinta-feira. Os trens que estão circulando, porém, estão sendo conduzidos por chefes e supervisores do Metrô que não estão habilitados a pilotar, segundo o sindicato.
Eles fazem parte, segundo o sindicato, da operação de contingência para minimizar os efeitos da greve. O sindicato garante que 100% dos trabalhadores estão paralisados.
A assessoria de imprensa do Metrô, porém, assegurou que os funcionários que estão operando os trens estão habilitados para pilotar as composições.













