Ministério Público denuncia ex-gerente de bar que estuprou e matou jovem com taco de beisebol
Crime aconteceu em dezembro do ano passado, na zona leste de São Paulo
São Paulo|Do R7*

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) denunciou, nesta quarta-feira (1º), o ex-gerente de bar Willy Gorayeb Liger.
Ele é suspeito de estuprar e matar com um taco de beisebol a jovem Débora Soriano de Melo, em 14 de dezembro do ano passado, na região da Mooca, zona leste de São Paulo.
Liger confessou à polícia que cometeu o crime. O suspeito afirmou que teria iniciado uma discussão com a vítima, o que motivou o assassinato. À época, Liger também confirmou que matou a jovem com um taco de beisebol.
A denúncia foi feita por meio da Promotoria de Justiça do 1º Tribunal do Júri da capital. Liger foi denunciado pelos crimes de estupro e homicídio quadruplamente qualificado.
De acordo com as investigações do MP-SP, Liger conheceu Debora, jutamente com outros dois homens, em uma casa noturna na região central de São Paulo. Ainda segundo o MP-SP, a jovem estava com uma amiga e, a convite de Liger, foram a um outro bar, onde o homem atuava como gerente.
A denúncia do Ministério Público ainda aponta que, por volta das 10h, a amiga de Debora e os dois amigos de Liger deixaram o bar, e os dois permaneceram.
“A porta foi trancada. Como a vítima se recusou a manter voluntariamente relações sexuais com ele, Liger passou a estuprá-la violentamente. O acusado, valendo-se de brutal violência física inclusive com utilização de instrumento contundente, praticou atos libidinosos que provocaram lesões internas graves na vítima e que lhe causaram severa hemorragia e atroz sofrimento”, diz a denúncia do MP-SP.
O Ministério Público ainda disse que, visando sair impune do crime de estupro, o então gerente do estabelecimento resolveu matar a jovem, utilizando um taco de beisebol para bater na cabeça de Debora, que não esboçou nenhuma reação.
Além do estupro, Liger foi denunciado por homicídio com as seguintes qualificadoras: emprego de meio cruel, de recurso que tornou impossível a defesa da vítima, por ter agido na tentativa de assegurar a impunidade da violência sexual e por se tratar de crime contra a mulher em razão da condição de sexo feminino.
O MP-SP também pediu que a Justiça determine a manutenção da prisão preventiva de Liger.
*Com colaboração de Kaique Dalapola, estagiário do R7













