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Ministério Público embarga outra obra de empresa que atuava em prédio que desabou na zona leste

Funcionários disseram que há riscos na nova construção e se queixaram da empresa

São Paulo|Do R7

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Desabamento em agosto deixou dez pessoas mortas
Desabamento em agosto deixou dez pessoas mortas

O MPT (Ministério Público do Trabalho) constatou falta de segurança em uma obra da empresa Salvatta Engenharia, em Santo Amaro, na zona sul, e o local foi embargado. A empresa é a mesma que trabalhava no prédio embargado que desabou matando dez operários em São Mateus, na zona leste de SP.

Segundo o MPT, após o acidente em 27 de agosto, foi aberta uma investigação sobre a empresa. Uma inspeção à obra de Santo Amaro foi feita na última sexta-feira (6). "Foram constatadas diversas irregularidades na obra em razão do não atendimento das normas regulamentares em saúde e segurança", afirma nota do órgão.


Diante dos problemas, auditores do Ministério do Trabalho e Emprego que acompanhavam a inspeção embargaram a obra, na rua Barão do Rio Branco. Segundo funcionários da empresa, a construção está em estado avançado. Um ofício seria enviado para a Subprefeitura de São Mateus, comunicando o problema. Nesta segunda-feira (9), esse documento ainda não havia sido recebido pela prefeitura.

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Na tarde desta segunda-feira, 20 funcionários da Salvatta foram à sede do MPT, no Paraíso, na zona sul, para prestar depoimentos a procuradores do órgão e a representante da Justiça Trabalhista sobre a obra de Santo Amaro.


À reportagem eles disseram que há riscos e se queixaram que a empresa não honra com os compromissos trabalhistas.

Um rapaz de 28 anos, que pediu para não ter a identidade revelada, disse que quer voltar para casa porque tem medo de que algo aconteça com ele, como ocorreu com os colegas.


— A obra está em mau estado, em mau funcionamento. A gente corre risco de morte lá.

O operário Josilan Silva, de 35 anos, contou que ficou traumatizado após a morte de amigos em São Mateus.

— Nós queremos ir embora, e eles não querem dar baixa na carteira. Eles querem que a gente faça acordo para perder a multa de 40% da rescisão.

A reportagem ligou para a Salvatta, mas ninguém atendeu aos telefonemas. Sobre a obra em São Mateus, anteriormente a empresa havia afirmado que não tinha feito intervenções no local, jogando a responsabilidade sobre o dono do terreno.

Nesta semana, a Polícia Civil deve intimar o proprietário do imóvel em São Mateus, Mostafá Abdallah Mustafá, os representantes da Salvatta e responsáveis pela rede de lojas Magazine Torra Torra, que havia alugado o espaço.

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