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Ministério Público recorre de decisão que autoriza regime semiaberto para Pimenta Neves

Secretaria afirmou que condenado por matar ex-namorada já foi para pavilhão específico

São Paulo|Do R7

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Pimenta Neves conseguiu progressão de regime para o semiaberto
Pimenta Neves conseguiu progressão de regime para o semiaberto

O Ministério Público de São Paulo entrou com um recurso contra a a decisão da Justiça que autorizou a progressão de regime prisional semiaberto ao jornalista Pimenta Neves. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (11) pela assessoria do MP-SP. O recurso foi feito pelo promotor de execuções de Taubaté Luiz Marcelo Negrini.

Segundo a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), o condenado foi encaminhado na tarde de terça-feira (10) para o pavilhão destinado aos presos no regime semiaberto. Com isso, ele poderá deixar a prisão, durante um período específico do dia, quando tiver comprovado que tem um emprego ou estudo.


Pimenta Neves foi condenado pelo homicídio da também jornalista Sandra Gomide em agosto de 2000, em um haras em Ibiúna. Ele está detido em Tremembé em maio de 2011.

De acordo com a decisão da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, que permitiu o semiaberto, “o sentenciado tem contra si uma condenação de 14 anos, dez meses e três dias de reclusão, por homicídio doloso; já implementou o requisito temporal para a progressão de regime prisional e mantém bom comportamento carcerário, consoante atestado pela Administração Penitenciária”.


Relembre o caso

Sandra foi morta no dia 20 de agosto de 2000, no Haras Setti, em Ibiúna, cidade a 64 km de São Paulo. Na época, Pimenta Neves era diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo. Sandra também trabalhava no jornal, como repórter e editora do caderno de Economia. Ela foi demitida um mês antes do crime.


Eles namoraram por quatro anos, mas ela terminou o relacionamento semanas antes do assassinato.

Réu confesso do assassinato, Neves foi condenado a passar 19 anos e dois meses na cadeia, mas teve a pena reduzida para 15 anos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). No entanto, ele cumpriu apenas sete meses de prisão e, em 2007, ficou novamente livre devido a uma outra decisão do STJ.

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