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Morador de área nobre de SP vive até 13 anos mais

São Paulo|Do R7

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Apesar de a região metropolitana de São Paulo ser a mais desenvolvida do País, a desigualdade ainda é muito presente. O Atlas Brasil, divulgado nesta terça-feira, 25, mostra que o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é 0,794, mas os paulistas de áreas menos desenvolvidas vivem até 13 anos menos do que os de áreas mais nobres.

Um morador da área próxima do Jockey Club e do Estádio do Morumbi, na zona sul da capital, vive, em média, 82,4 anos. Nas regiões com pior desempenho, como Jardim São Jorge, a expectativa de vida é de 69 anos.

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As disparidades também são encontradas em outras áreas. O IDHM de Educação encontrado na Vila Funchal, Jardim Paulistano e Vila Madalena é quase duas vezes maior do que o apresentado em Paraisópolis, por exemplo. Enquanto no grupo mais privilegiado a nota (0,948) é suficiente para classificação como desenvolvimento humano muito alto, moradores de Paraisópolis apresentam um indicador (0,516) de desenvolvimento baixo.

De acordo com levantamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fundação João Pinheiro, os melhores indicadores do Brasil estão em cinco regiões de São Paulo que têm IDHM de 0,965, todas em áreas da Subprefeitura de Pinheiros.

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Uma está localizada na região do Itaim-Bibi, próximo da Estação Berrini, na zona sul. As demais ficam na zona oeste: Vila Cordeiro, Jardim Paulistano e duas na Vila Madalena.

A renda nesses bairros é responsável pelo melhor desempenho (1), seguido da educação (0,948) e longevidade (0,947). De todas as áreas analisadas na região metropolitana de São Paulo, 74% são classificados com desenvolvimento muito alto ou alto. Os 26% restantes reúnem indicadores suficientes para alcançar a classificação de médio desenvolvimento.

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A trajetória mostra uma melhora significativa quando comparada com dados de 2000. Na avaliação anterior, 37% das áreas (chamadas de UDHs) foram classificadas como de desenvolvimento alto e muito alto. Outros 33% eram de desenvolvimento médio, 29%, baixo, e 0,3% muito baixo.

Grande São Paulo

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As desigualdades em São Paulo tiveram uma redução durante a década. Em 2000, em termos absolutos, a diferença entre os maiores e menores IDHMs da região era de 0,453 ponto. Dados mais recentes, de 2010, indicam que a diferença caiu para 0,340. A diminuição da desigualdade também pode ser conferida na Grande São Paulo. O intervalo do IDHM passou de entre 0,508 e 0,909 para entre 0,633 e 0,952.

Atualmente, nenhuma região está classificada nas faixas de IDHM baixo ou muito baixo. No ano 2000, esses números eram de 29% e 0,3%, respectivamente.

Além disso, 34% das cidades da Grande São Paulo se encontram na faixa de muito alto desenvolvimento humano e 40% na de alto desenvolvimento, ante 12% e 25% dez anos antes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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