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Morador dos Jardins vive 24 anos mais que de bairro da ZS, diz estudo

Estudo encomendado pela Rede Nossa São Paulo foi apresentado nesta terça

São Paulo|Do R7

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Moradores de Jardim Ângela morrem aos 55,7 anos, em média
Moradores de Jardim Ângela morrem aos 55,7 anos, em média

Um morador do Jardim Paulista, área nobre da zona sul de São Paulo, vive em média 24 anos a mais que um residente do Jardim Ângela, bairro periférico na zona sul da capital, aponta estudo encomendado pela Rede Nossa São Paulo e apresentado nesta terça-feira (24).

Nos Jardins, o morador morre, em média, aos 79,4 anos. Já quem mora no Jardim Ângela vive até os 55,7.


O Mapa da Desigualdade de 2017 mostra diferenças de acordo com o distrito da cidade em 38 indicadores avaliados. Entre os distritos que apresentaram os piores índices, Brás, Marislac e São Rafael ficaram empatados em último lugar.

Após Jardim Paulista, os bairros onde os moradores vivem mais são: Moema (79,2), Consolação (78,9), Pinheiros (78,7) e Itaim Bibi (78,6). Entre os distritos com idade média ao morrer mais baixa, estão Anhanguera (56,4), Cidade Tiradentes (57,3), Lajeado (58,1) e Grajaú (58,2).


O Jardim Paulista está situado na região conhecida como Jardins, de alto poder aquisitivo
O Jardim Paulista está situado na região conhecida como Jardins, de alto poder aquisitivo

No Mapa da Desigualdade do ano passado, o estudo revelou que os moradores do Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital viviam cerca de 25 anos a mais que o morador de Cidade Tiradentes, no extremo leste da cidade. Na média, o primeiro chegava a 79,67 anos, enquanto o segundo não passava de 53,85 anos.

De acordo com o estudo divulgado nesta terça, entre 2013 e 2016, houve piora em indicadores relacionados à cultura: acervo de livros infanto-juvenis; centros culturais, espaços e casas de cultura; cinemas; e teatros. Outro destaque negativo do período são os índices de mortalidade: específica para Aids; infantil; por doenças do aparelho circulatório; e por doenças do aparelho respiratório.


O "desigualtômetro" contém dados atualizados até 2016. As taxas foram calculadas a partir de informações econômicas e sociais fornecidas pela Prefeitura e demais órgãos oficiais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A partir delas, a entidade listou os melhores e piores distritos da capital paulista sob o ponto de vista de saúde, educação, cultura, mobilidade, segurança e habitação.

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